Tudo o que escrevo
É uma tentativa de exorcizar
Toda essa dor interna
De sonhos não realizados
Na crueza desse mundo tão vil
De mortes banais
De juízes de togas pretas
Que parecem com Caronte
Impassível, a remar
Levando todas as almas ao mesmo lugar
De escuridão
Ninguém atenta para isso
Tudo é esquecido
Um silêncio tumular
Uma insinuação do vento a assoviar
Uma folha seca a se despender
No início do outono
E apenas se pensa
E o olhar paralisa
Ele não passeia
Só vê folhas secas.
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