Nas ondas, nos fluxos
Sempre se emaranham em algum momento
Numa coisa que não se pode nomear
O mistério do que insiste
Na pele, no tato e no coração,
Mas não une, antes despedaça
Qualquer expectativa de amor.
Porque o que ama
Une, junta
E o que é despedaçado em mim
Fragmenta-se ainda mais.
É impermanência imanente,
E o que transcende a mim
Parece sempre um devir a se distanciar
A cada passo que dou em sua direção.
Então me pergunto
Dou o próximo passo?
Acalento em mim a singeleza
Daquela expectativa?
Isso diz a mim:
Até onde vai a minha fé naquele
Que é a essência e fonte do amor?
O quão disposto estou?
Enfrentar o injusto juiz,
Dia após dia, como aquela viúva,
Na adversidade do adversário
Tenporal