25 de maio de 2020

Voe contente


Eu queria tanto ter alguém do meu lado. Para abraçar, repousar sua cabeça em meu peito e beija-la na cabeça, enternecidamente eu meus braços.
Toda vontade de amar alguém dói no coração...

Quero me preparar com toda coragem que possa haver em meu coração para poder ser seu apoio em dias difíceis. Quero seu carinho e ternura, que reservas para aquele que lhe pedir e você decidir lhe dar.

Enquanto isso a solidão me cerca, mas não estou completamente só, acredito muito que Deus ouve minhas orações para te encontrar, e quero perseverar nelas.

Gostei de ti, queria dançar contigo, rir contigo, bailar o som da vida com você...

Mas você está longe de mim, e talvez, espero mesmo que não, tudo que eu tenha pensado seja apenas fantasia de um rapaz que não se contenta tanto com o estar só.

Você é linda, tem um sorriso lindo, seria uma tolice da minha parte se, pela vontade de te ver, te tê-la em meus braços, lhe desmanchasse o sorriso e trouxe-lhe, sem querer, lágrimas.

Por isso, por mais que eu quisera ter você comigo eu digo, belo pássaro, voe, aproveite o vento em sua face, voe com as andorinhas, pois te quero muito livre e feliz, com o brilho do sol, o verde das árvores...

Deus saberá cuidar de ti, e de meu coração que nunca quero que seja uma gaiola, para ninguém.

Sei que ainda vou desfrutar de um amor que Deus selará, e ele será como um belo jardim, sempre cuidado com carinho.

25 de maio de 2020

Vou voltar a postar aqui com mais frequência nesse blog


Quero nesse momento desafogar meu coração do que eu sinto, porque a cada momento aparecem ondas que querem se arremessar, arremeter contra mim e me afogar. Assim, luto ao escrever aqui, por estar na superfície e não me afogar. Meu coração não precisa se sufocar.

Não vou postar aqui grandes coisas, grandes assuntos demais para a minha cabeça, só o que sinto no dia, talvez em seu começo, talvez em seu fim.

Não estou preocupado com questões estéticas e nem mesmo o que pensarão de mim, aparência é uma coisa rasa e nunca revelará para nós mesmos o que somos.

A verdade para mim é que sempre tenho pensamentos ruins, coisas que não gostaria que habitassem em meu coração, mas alguém já falou que o coração é terra que ninguém conhece, e, além disso, extremamente corrupto.

Não quero salvas para mim, só quero exorcizar tudo que me impede de viver, com toda força da minha alma.

Meu coração não pode ser só meu, dependo daquele que me criou, como um mendigo ferido na rua, não tenho nada para dar em troca pelo cuidado que se me despenderá, a não ser o agradecimento, eterno, pois minha situação é desesperançosa e sou um homem desesperado.

25 de maio de 2020

27 de dezembro de 2019

Sumindo

Eu me vejo
E por causa disso me atormento
Com cada pensamento fora
Do pensamento que queria ter
Meu corpo pede, reclama,
É o sistema nervoso
Que a cada sensibilidade
Se disfarça de necessidade
Sou alheio a mim mesmo
O que não quero, faço,
Depois o que quero, não realizo
E me vejo perdido
Os pensamentos desorganizados
Entre desejos e desejos
Sou aviltado de mim
Sou a tolice minha
Virada do avesso
Mas não é o avesso da estultícia 
É só o exagero
Da bagunça do meu ser
Todo jogado
Amarrotado e pisado
Pela vida amarga
Enquanto meu tempo escorre
Seria a vida a mensageira da morte?
Sempre avisando
Do quanto ela está próxima
E eu todo torto
Não consigo me ajustar...

5 de dezembro de 2019

Consternação

A tristeza é tentadora
Ela bate à porta do coração
Parece até forçar a fechadura
Ela vem, às vezes, com as dores do amor
E queremos abrir
Não para que ela se instale em nosso interior
Mas para contempla-lá nos olhos
E pedir, educadamente, que se despeça
E leve com ela tais dores
Amar é doer
Dói no peito
Aquele sorriso que nunca existiu
Daquele convite de dança esquecido
Em algum canto de um tempo
Inexistente
Olhares que nunca se cruzaram
Na beleza da primavera
Uma flor não colocada em um cabelo
Só a tristeza olha no profundo dos seus olhos
Antes que vá embora

24 de outubro de 2019

Amor...

Amor (24/10/2019)



Quantos poetas não escreveram sobre o amor
Quantos melhores que eu
Quantos sem entender
E tantos outros amando
Mas, que sei eu
Diferenciam o amor, categorizam-no
Amor assim, amor assado
Amor que se esfria
Já sonhei com o amor
Ah, ele estava na leveza de um toque de mão
Mas não o encontrava
Procurei, me perdi, me iludi
E finalmente me escondi
Vivo aqui
Aprisionado por tudo que não foi
Autocomiseração?
Não, certamente não...
É um amor bobo, idealizado
Um coração enganado
Ah, lembro daquele menino esperançoso
Dizendo para si que as gotas de chuva no chão
Eram as chances de um amor juvenil
Não sei o que aconteceu
Derramaram um pouco de fel
No doce agradável do vinho
Ou te embriagaste de desejo rude apenas
Seja como for
Amargor entrou em teu coração
E guardas lembranças do que nunca foi
Talvez um dia seja
Um dia, um momento
Um começo que seja duradouro, enfim...

19 de junho de 2019

Coração de cristal

Coração de cristal

Vivo na indefinição 
De ser um coração a todo momento partido
Ele se parte e se perde
Na vida, caminha todo trôpego 
Por todo erro cometido
E toda vontade de acertar
Vê a felicidade que não alcança
Tamanha exigência
Não seria uma?
Fraco coração 
Derretendo-se 
Desfalecido
Tolo coração
Quando criança
Cabem em ti todos os sonhos
Quando adulto, todas desilusões
Apreenderás tua solidão?
Não adianta se transbordar nos olhos
É apenas para o alívio
De uma ferida carente de cuidados
Quem te fez coração?
Que possa cuidar de ti
Da tua contrição

6 de junho de 2019

Abra meus olhos


O que se faz
Quando não se vê saída?
Nem mesmo entrada
Guinada para qualquer lado
Se cala
Espera naquele
Mais velho que todos os dias juntos

Minha alma numa encruzilhada
Entre a cruz e a espada como dizem
Não posso escolher a espada

Estou como Agar no deserto
Não vejo o poço perto de mim

Abra meus olhos para que veja

22 de janeiro de 2019

Poema torto (22.01.2019)

Eis aqui um poema torto
Vês todos esses juízes
Vestem-se como palhaços
Também há um coro
Desafinado

Cantam cânticos alegres
Como se tivessem embriagados
Tudo é vertigem
Porque, afinal,
O mundo roda

É Pinóquio se divertindo
Na mão do grande titereiro
Achando-se muito livre
Distante de Gepeto

Todo mundo ri
É uma grande atração
O coração bate
Trincando a cada batida

Eu disse, meu poema é torto
Então por que busco rima?
O ritmo nem deveria existir
Ouçam somente o coro de embriagados
E os juízes vestidos de palhaços

13 de outubro de 2018

Utopia

Não quero você em meus ouvidos
Todo esse arcabouço
Essa mochila, um fardo pesado para minhas costas
Deixe-me só, com meus sonhos e pesadelos
Se levas bem esse fardo, por que deveria eu sustentá-lo

Vós sois pregadores de palavras estranhas
Sois arautos de uma morte e de várias mortes
Trazeis santos em vossas mentes
De uma religião estranha
Carregada, entranhada de sangue

No entanto dizeis, "paz, paz!"
Torcem a linguagem, chamam "amor"...
No entanto vossos santos, estão encharcados
De sangue, não de martírios
Pois sois santos às avessas

Arautos de igualdade, matais o diferente em nome dela
Dividis a história novamente
Em busca de uma utopia distópica
Avessa à beleza

Reformulais vosso discurso sempre
Sois os pregadores de horizontes mais belos
Do que aqueles que contemplamos
Pois para vós não basta a beleza do mundo
É preciso ser o não lugar, talvez o nada

16 de agosto de 2018

Dias escuros


Encontro-me cansado de mim
Da minha alma suja
De desesperanças
De solidão ruim a me atacar

De sonhos sonhados intensamente
Mas quebrados, estilhaçados ao chão
Como taça de cristal que se quebrou
Sou uma alma perdida entre tantas outras
Em mundo que esqueceu de amar
E me vejo esquecendo também

A noite tem chegado
Densa, escura e fria
Como um véu de negro intenso
Em um mundo onde me pergunto
Se um dia foi radiante
Como nos meus dias de juventude

Sei da minha alma culpada
No júri da minha consciência
No entanto busco redenção
Para um coração cansado
Busco um nascer de sol
Após ele tanto se por diante dos meus olhos


14 de julho de 2018

Razões do coração

Eu preciso esquecer!
A minha alma precisa se livrar
Dessas lembranças do que nunca aconteceu.
Meu coração precisa ser livre da dor.

Mas ele parece tolo...
Se inclina a isso, a esse amor não acontecido,
Se inclina com todo desejo de amar
Num anseio difícil de entender.

Por que meu coração,
Pareces viver dentro de mim
E querer viver como se fosse só tu?
Por que te iludes?

Por que acreditas
Nessa ideia de amor que formas?
Ouça a razão que te entristece,
Mas talvez te entristeça
Para teu próprio bem!

Mas a mesma razão sabe
Que tens suas razões
E se entristece por saber
Nossa própria situação agora
Quem sabe no futuro tudo mude...

Sinto-me como se fosses tão esperançoso
Com algo que não parece oferecer tanta expectativa
De felicidade aguardada,
Pois sabes que não te quer
Aquilo que tanto queres.

****

Esse poema escrevi pensando em uma pessoa... Que marcou minha memória, e meu coração idealiza o que nunca aconteceu, mas talvez essa não foi a única vez. Por que nosso coração parece agir independente de nós mesmos? Talvez porque ele conheça a nós mesmos mais do que a razão, nossa razão apenas diz que o sofrimento é vão, mas nosso coração continua a ansiar...

1 de abril de 2018

Bela canção do J. Neto, Nazareno

Bonita canção sobre Jesus e seu amor por nós...
“E foi morar numa cidade chamada Nazaré, para se cumprir o que foi dito por meio dos profetas: “Ele será chamado Nazareno.” ‭‭Mateus‬ ‭2:23‬ ‭NA17‬‬

20 de janeiro de 2018

Ideais

Ideais (20/01/2018)


O que mais adoece um coração?
O mais profundo em nosso interior?
As pessoas cobram muito mais
Do que aquilo que podes dar

Escravizam-te nos ideais delas
Quando apenas queres viver
Sobrevoar teus problemas
Olhar de cima a vida como ela é

O verde das florestas
Os animais selvagens e outros pássaros a voar
O homem inventou maquinações
Tolas, para escravizar tão-somente

Seu mais próximo irmão lhe é estranho
Pois inventou ideais, inventou desgraças
E não ergue ninguém, antes com palavras
E mãos pesadas esmaga seus irmãos

Parai ó tiranos do espírito
Atentai ao vosso coração mesmo
Percebei se sois tão belos
Quanto parecem a vós mesmos

Deixai, deixai
Que os espíritos sobrevoem
Para além de seus problemas
Deixai-os viver, como a animais selvagens

Não forçai reinos
De quimeras inalcançáveis
Deixai
Deixai ser...

27 de julho de 2017

Adulto?

Às vezes, não sei,
Preciso dizer, em algumas linhas,
O que sinto no meu coração,
E chamo isso de poesia.

Mas por que chamo assim?
Talvez, porque nesse meu coração,
Eu tenho a vaidade de ser um poeta
E me iludo com isso.

Mas sei que minha dor é verdadeira,
Sinto a falta de ser pleno,
Cheio de virtudes, talvez...
Mas reconheço que sou um homem vulgar.

Sinto falta de ser,
Da completude da vida,
Da serenidade de uma manhã
De céu azul.

Sinto falta da simplicidade,
Da eternidade da minha infância.
Mas esse eterno passou,
A expectativa pueril pelo novo, se foi.

Me sinto, ainda estando
De certa maneira longe da velhice
Desvanecendo.

Como faço para ter em mim
Aquela ingenuidade perdida?
Pois estou cansado da malícia
Presente nessa minha vida adulta.

3 de dezembro de 2016

Por nada

Por nada

Escrevo por nada
O nada, que não existe
Escrevo sem motivo
Para me sentir mais achado
Que perdido

Sou matéria na Terra
Que sente
Que cheira
Que toca
Que é tocado
Que ouve
Vê
Saboreia

Sou um tempo no espaço
Um espaço no tempo

Que haverá depois de mim?
Que faço eu nesse interim
De inexistência e existência?
Pois um dia não serei mais.
O esquecimento.

Mas ainda serei por um tempo
Nas lembranças de quem amei
E por quem fui amado

Escrevo por nada
Meus versos bailantes
Bailam só por alegria
Festejam a existência
Do fulgaz momento.

Numa dança simples e leve
Bailam meus versos
Ops, um passo errado
Um tropeço
Gargalhadas
E voltam  ao compasso