31 de julho de 2008

Pequenina alegria - (Deus é fiel)


"Meus sonhos jamais serão fruto da minha imaginação." Banda Resgate / Música: Paralelo / Álbum: Novos Rumos

O mal quer roubar-me a felicidade
De ver duas estrelinhas cintilando de alegria.
Roubar-me da tua pequenina curiosidade,
Do teu pequenino abraço.
**
Abraço-me ao meu pequeno passado
Feito de pano e durmo tranqüilo,
Espero ser acordado por você
Na tua expectativa de brincadeiras,
De minha promessa cumprida.
**
Te ver dormir cansada,
Respirando...
Respire minha florzinha querida,
Quero a tua felicidade,
Quero sua alegria transbordante,
E teu entusiasmo.
**
Fico feliz por que você é o meu sonho
De lindos sorrisos.

Para a minha alegria 31/07/08

Deus é Fiel

O amor depende do quanto se cuida.

Um sonho pode ser indestrutível se este está nas mãos de Deus. (Evangelho de João 10:27 a 30)

27 de julho de 2008

Música linda...


Pra Te Conduzir
Novo Som
Composição: Lenilton

Olhe para você e diga pra si mesmo se valeu
O tempo que perdeu tentando achar
Uma resposta certa, a solução...
**
Olhe para você e diga para que tanta solidão
Sem rumo maltratar o coração...
Pra que viver assim?
**
Filho, estou aqui!...Me dá seu coração
Te dou minha paz, devolvo o seu sorriso
Quero segurar para sempre a sua mão
Pra te conduzir na minha luz, no meu amor
**
Olhe pra você...
Não dá mais pra colar o que restou
De um coração ferido, que sonhou
Com a resposta certa, a solução...
**
Olhe para mim...
Em meio a dor estou a te guardar
Estou a cada dia a te chamar...
Escute a minha voz!
**
Filho, estou aqui!...Me dá seu coração
Te dou minha paz, devolvo o seu sorriso
Quero segurar para sempre a sua mão
Pra te conduzir na minha luz, no meu amor
**
Sou Jesus, seu Amigo fiel
O socorro que vem do céu
O Caminho, a Verdade e a Luz
Mão amiga que ao céu conduz
**
Filho, estou aqui!. Me dá seu coração
Se quiser chorar, te dou meu ombro amigo
Quero segurar pra sempre a sua mão
Pra te conduzir na minha luz, no meu amor."

13 de julho de 2008

Dia selado em meu coração



Nenhum olhar
Nada que eu não tenha imaginado e depositado
Nas mãos de quem não deveria,
Ou deveria?
**
Um lago,
Uma relva,
Um dia claro.
Que desejo pode ser tão grande quanto?
Deus se agradando de mim e de você.
**
Mas eu disse:
eu me descuido
dos meus sonhos,
me descuido da semente
que Deus planta em mim.
**
Olhe para mim
E veja meu coração,
Se o perscrutasse
Saberia responder-me?
Te assustaria comigo
Como parece ter se assustado?
**
Eu sou pequeno
com um pequeno desejo
Eu sou pequeno
com um pequeno desejo de amor
**
Nada é visível
Nada é sensível
Quando o medo se coloca à frente
**
Eu nada sei
E acho que nunca saberei,
Pois meu coração
é um pintor
A pintar um devaneio num quadro,
Mas ele insiste
Confiando em Deus,
Confiando num romance perfeito
feito de amor verdadeiro.
**
Num parque,
Num dia,
Num lago,
Num carinho,
Numa lágrima,
Numa verdade em verdade,
Para que seja um selo
do nosso amor.

7 de maio de 2008

Sobre um sorriso, ou amizade necessária...



XXI

E foi então que apareceu a raposa:

- Boa dia, disse a raposa.

- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.

- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...

- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...

- Sou uma raposa, disse a raposa.

- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...

- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.

- Ah! desculpa, disse o principezinho.

Após uma reflexão, acrescentou:

- Que quer dizer "cativar"?

- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?

- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?

- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?

- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?

- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."

- Criar laços?

- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...

- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...

- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...

- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.

A raposa pareceu intrigada:

- Num outro planeta?

- Sim.

- Há caçadores nesse planeta?

- Não.

- Que bom! E galinhas?

- Também não.

- Nada é perfeito, suspirou a raposa.

Mas a raposa voltou à sua idéia.

- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.

O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...

A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:

- Por favor... cativa-me! disse ela.

- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.

- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!

- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.

- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...

No dia seguinte o principezinho voltou.

- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.

- Que é um rito? perguntou o principezinho.

- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!

Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:

- Ah! Eu vou chorar.

- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...

- Quis, disse a raposa.

- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.

- Vou, disse a raposa.

- Então, não sais lucrando nada!

- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.

Depois ela acrescentou:

- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.

Foi o principezinho rever as rosas:

- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.

E as rosas estavam desapontadas.

- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.

E voltou, então, à raposa:

- Adeus, disse ele...

- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.

- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.

- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...

- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.

30 de abril de 2008

My first writing in english


If you try to find me
And I am alone
Are you able to love me?
Or will you despise me?
When you find me alone
What will you do?
Will I be invisible for you?
Will I be like a dead flower?
Without beauty?

When you see me
What do you see?
See a sad face?
What will you feel?
What kind of feeling there will be in your heart?
I despise myself
When I feel me alone!
When I feel the cold of the loneliness...

What's my feeling?
Who cares about this?
It's nothing....

Without compassion
When you find me alone
What will you do?

Jesus involve me with your arms
Because all cold come upon me
and wants to apart me from love

Without You
I feel me into a dark bedroom
Hear my voice
It's only thing that I have to offer You

See truth in my words
You're my creator
Without You I am nothing...

I am a grain on the shore
Certainly
My words will pass by
But Your words remain forever!

29 de abril de 2008

Despertar antecipado... =/


Por que ao menos não pude conversar contigo?
No meu coração vai um sentimento de amor por ti
Ao menos um sentimento que quero manter em mim
Um sentimento de querer bem
Que não sai de mim
**
Eu só quero seu bem
Não quero que me entendas mal
Ao menos converse comigo
Ao menos me conheça
Não importa como você seja
É minha vontade saber de ti
**
Eu espero uma pessoa
Que pode não ser você
Como poderia ser
Quem sabe isso é Deus
Mas continuarei desejando seu bem sempre e sempre
**
Não existe em mim falsidade
Só o desejo de uma mão de amor e carinho sobre minha face
Só um relacionamento abençoado por Deus

**

endereçado a mim mesmo...

18 de abril de 2008

Separação das coisas


Meu coração não sabe neste momento o que pensar.
Ele sente a solidão e o frio de uma noite
Que parece não findar,
Antes se torna mais densa
E junto com ela um nevoeiro
Que insiste em tirar toda minha esperança
De ver o dia amanhecer.
**
Não quero mais estar nessa noite
Ela me desnorteia e me deixa triste
Angustiado, ansioso.
Só há uma pessoa que pode ver meu rosto como bonito
O restante o vê deformado
Sim me vê como um monstro.
**
Estou cansado de ter o frio da noite a ferir minha face
Quero a brandura de uma mão de amor
Mas ela parece distanciar-se de mim a cada dia.
A vida se torna sem sentido sem uma mão de afago.
Sou como um filho arrebatado de seus pais
Em uma guerra,
Levado a um campo de concentração
Onde meus pesadelos aumentam.
Entro no refúgio da minha mente,
No refúgio onde o amanhecer vem,
Mas coberto de nevoeiro e nuvens.
Quando essa noite acabará?
Quando as lágrimas secarão?
O mundo se tornou uma fonte salgada e amarga
Jorrando de pares brilhantes.
**
A noite perdura
Dentro da minha alma,
Pelo não resgate,
Por que não me conformo
Com as coisas que minha alma deseja...

E uma que é uma aurora que não vem.
**
Sou uma face queimada
Sem uma mão para afagá-la.
"Eu sou uma face queimada". Eu grito.
Sou um corpo defeituoso,
E me fecho contra o mundo
No casulo de minha solidão.
Pois prefiro-a a um falso contentamento.
Enxergue minha face queimada,
Tenha ojeriza,
Eu grito. "Me entenda!"
Enxergue minha face queimada!
**
Se for para ter amor,
Estenda tua mão,
E verás as lágrimas em meus olhos,
Sinais de um passado
Que me machucou,
Ao ponto de me deixar triste assim,
A me refugiar na tristeza,
Para me esconder de um futuro
Que me deixa ansioso,
E aguardar um gesto de compaixão,
Pois minha alma está presa e cercada
Por arames farpados.
Separada do amor
Por um muro como o da antiga Berlim.
**
Deixe-me sozinho.
Deixe-me chorar
Em meu quarto escuro.
Pois me doe aquilo que violenta minha alma
E me faz sentir solidão.
**
O futuro às vezes parece bonito,
Mas às vezes parece ferir minha mão,
Ferir meu coração,
Ferir minha esperança.
**
O dia nascerá, eu sei.
E haverá uma mão de amor
Para salvar, para resgatar.

14 de abril de 2008



fugir do mundo
por que ele se tornou complicado
por que ele se tornou vazio
da imaginação da infância
**
fugir do mundo
por que ele se tornou adulto demais
e a amizade se tornou um fast food
somos todos desconhecidos
e sorrimos
**
fugir do mundo
com meu boneco da coleção vagalume
que não acho na internet
mas ao menos dele não me esqueço
de uma noite que me protegeu
**
fugir do mundo
com meus nove anos
quando adentrei um livro de escoteiros
que perdi
**
fugir de um mundo incrédulo
que não crê que a porta do metrô
pode-se abrir no teto
...

12 de abril de 2008

Coisa comum


O que estou fazendo aqui?

Voltei para escrever de sentimentos.

Quando escrever sobre o que se sente se torna perigoso?

Há inúmeras pessoas nesse mundo (6 bilhões), dentre tantas existe um pontinho aqui em uma cidade da grande São Paulo, tentando escrever um texto que o ajude a solucionar seus questionamentos internos.

Nesses dias recentes deixei com que alguns pensamentos passassem por minha cabeça. Você já viveu amor telepático, ou platônico. Pois sempre há um tolo querendo vivê-lo.

Não que essa pessoa não te ame, a pessoa em que você pensa, mas talvez o coração dela não te ame como você pensa.

Estou lendo um livro chamado "Eu disse adeus ao namoro" de Joshua Harris. Nele é dito mais ou menos o seguinte com relação ao namoro: Você tem duas opções na vida o padrão de amor do mundo (Eros, Afrodite ou o raio que o parta), ou o amor de Deus. O amor de Deus sempre visa o bem do outro e não seu próprio interesse. É o que estou tentando fazer com custo, tentando encontrar alguém, não que satisfaça minhas necessidades imediatas, mas alguém para ter amizade, compartilhar minha vida.

Mas parece que desde que me entendo por gente sou mal interpretado.


Então resolvi buscar a Deus e esquecer um pouco dessa área, deixar que ele cuide dela para mim. Não consigo gostar de uma pessoa e depois fingir que tá tudo bem. Normalmente quando gosto, gosto pra valer, fico retendo meu sentimento até que uma correnteza se solta do meu coração inundando a pobre garota, sem dar tempo para ela falar qualquer coisa. Afinal estava preocupado comigo.


Já falei certa vez... meu sentimento é um pacote... não posso obrigar ninguém a recebê-lo... posso ter errado de novo o endereço né?


Espero não ser mal interpretado.


Amor... vai além de um simples namoro... as pessoas parecem ter medo dele...


Eu quero amar de verdade, cuidar de verdade... será que alguém nasceu para ser só? Creio que não.


Deus criou uma companheira idônea para Adão... Ele não vai esquecer de mim. ^^


Se você achou isso tudo que escrevi uma tolice, por favor deixe um comentário... se achou legal também... mas deixe um comentário...


PS: Não estou pedindo ninguém em namoro, falo de um sentimento que existe em todo mundo...

Vai lá na comunidade Eu quero um amor pra toda vida no orkut: http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=981665.

Tem 3.873.233 membros.

18 de março de 2008

Noite fria


Onde você está?
Deixará eu aqui sozinho
Sem amor e carinho
Me abandonará por causa das minhas imperfeições
Como a um indiozinho defeituoso para seus pais?
*
Me abandonará ao frio da solidão?
A deixará me abraçar
Em vez de seus braços?
Estou me sentindo um orfão
Abandonado por sua mãe
Em uma noite densa e fria.
*
Não há um braço terno
Para me carregar.
Será que o abraço frio
Da solidão
Seu acalentar gélido
Me matará?
A hipotermia da carência
Vai me envolvendo
Nos braços gélidos da solidão.
Não me salvará dessa noite?
Não me tomará em seus braços
Brandos e calmos de cuidado e afeto?
*
Estou tremendo!
A cada instante passado
Uma eternidade.
Por que a solidão
Gélida e escura
Me envolve?
*
Estou aqui
Abandonado a uma porta
Que insiste em não se abrir
Nessa eterna noite de solidão.
Meus olhos fixos nela
Aguardando...

22 de fevereiro de 2008

Setor de trauma



Você não me viu
Quando minha cabeça estava baixa
E andava sozinho
Entre as ruas lotadas
Era como uma cidade deserta
**
Você não me viu sujo
Sujo de mim mesmo
Caído em mim mesmo
Enquanto se esvaía a vida
A cada passo dado
Um fardo que carregava
**
Você não andou ao meu lado
Quando eu me feria
Você não entenderia
**
Temos uma faca
Como um pedaço de espelho em nossas mãos
E nosso coração fere nossa carne
Nossas cabeças com chagas abertas
**
As vozes se multiplicam em minha cabeça
E eu apenas penso em dormir
Esperando um céu mais azul amanhã
Algo surpreendente da natureza
Que perdemos
Contruindo nossos blocos cinzas
**
Quando a cidade estava deserta
Você me viu
Não tire Tuas vistas de mim
Para que a tristeza não volte
E me assalte
**
Ponha Seus olhos sobre mim
Cubra de amor
Por que preciso
Prense as chagas na minha cabeça
**
Sou um acidentado
Entrando num centro de trauma de um hospital
Salve-me, pois és o médico
Os sãos estão lá fora
Mas estou enfermo
Cuide de mim
Nessa mesa de cirurgia
Mantenha-me vivo
Como estou agora
Matenha-me livre do perigo

21 de fevereiro de 2008

Avalon - Reason Enough




I don't know what You saw in me
But I'm glad you believed
In spite of my condition
That Your mission was to rescue my heart
Don't understand the sacrifice
Why You gave up your life for the sake of my soul
Only heaven knows
There's a mystery that lies
Within the logic of your love
There's an undying mercy
That I'm unworthy of
If that isn't reason enough to love You

Reason enough to give You
All of my heart and soul
There'll never be a reason
If that isn't reason enough to trust You
Reason enough to give You
All of my life I know
There'll never be a reason
If that isn't reason enough
You have opened my eyes to see
The miracle You have made of me
I am your creation
So keep reminding me
There's a mercy so much stronger
Than the weaknesses in me
And there are glimpses of You power
That make it easy to believe

14 de fevereiro de 2008


Minha vida se mistura às coisas cinzas dessa cidade
Eu ando e meus passos conversam de coisas instáveis
Conversam a ansiedade dos olhos
A comentam
**
Eu vejo a velocidade nos carros
Eu vejo o tempo escorrer pelas minhas mãos
Procurando por uma razão que talvez não exista
Viver se torna um lema
Um árbitro em minha vida
**
Quem me dirá o caminho
Se já foi dito
Mas eu não compreendo as coisas
E sou trapaceado pelo meu temperamento
**
Minha vida grafitada
Os rostos velozes
Tanto como carros de fórmula um
Um após o outro
**
Quando falta a mão sobre o rosto
Ele se torna irreconhecível
Como que queimado
Me enxergue assim
Um rosto queimado
Se espante com minha presença
**
Pois há só uma mão que poderá acariciá-lo em verdade

E vê-lo bonito
Por dentro meu espírito com um defeito
O de não se encaixar no quebra-cabeça do mundo
Ele não se encaixa
**
Ele quer mais um pouco de um remédio
De um amortecimento
Que só se encontra
Quando se prensa as feridas
Com óleo e vinho
**
No meio de um caminho
Que tomamos sem o conhecer
E sem saber
Que ali há salteadores
Que deformam nosso corpo e nossa alma
Com a ilusão da imagem
Narcisa imagem
***************
Algo para ler e ouvir se tiver um tempo: http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema025.htm
***************

28 de janeiro de 2008

Place in this world


João 10:11 Eu sou o bom Pastor; o bom Pastor dá a sua vida pelas ovelhas.
12 Mas o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são as ovelhas, vê vir o lobo, e deixa as ovelhas, e foge; e o lobo as arrebata e dispersa as ovelhas.
13 Ora, o mercenário foge, porque é mercenário, e não tem cuidado das ovelhas.

**

A diferença entre altruísmo e egoísmo.

Um pedaço de um espelho - 21/12/2007

Fragmentos da minha alma
Que tento encaixar um a um
Decisões a tomar
Parece que há pedras escorregadias
Em um rio que devo atravessar
Apenas pedras são meu apoio
**
Mas minha alma está fragmentada
Como cacos de um espelho quebrado
Vejo-me nesses cacos
Fragmentado
**
Agachar-me-ei para juntá-los?
Ou buscarei um fragmento
No qual minha alma se encaixe por inteira?
**
E este rio que devo atravessar?
E estas pedras?
Serão tão escorregadias assim?
**
Nesse rio só vejo o reflexo da minha imagem
Se retorcendo com a água
O brilho do sol nessas águas
Me ofusca
Mas também causa admiração
**
Pareço estático
Olhar parado no reflexo do sol
Essa margem onde estou
É tudo tão denso úmido e escuro
Do outro lado tão claro
Um verde vivo, ipês
**
Mas continuo paralizado
Olhando o reflexo do sol
Na minha alma vejo um piso
Onde ainda estão os fragmentos desse espelho
**
Até quando ficarei centrado em mim mesmo
Na beira desse rio?
Quando pisarei a primeira pedra?
Quando chegarei do outro lado?
**
Ergo meu corpo que estava agachado
Fico ereto, mas meus braços caem
No meu olhar a lentidão
Ergo meus olhos ao céu
Está tão claro e azul
Respiro fundo
Solto o ar
Tudo depende de mim
**
Peguei do chão um fragmento
Do espelho da minha alma
O que me parecia mais bonito
Chorei, e disse a mim mesmo:
"Comece a travessia desse rio!
Você não quer voltar para essa floresta
Tão escura, densa e fria"
**
Só me resta a frente
A frente...
À minha frente a outra margem
Aos meus olhos o medo
Mas não quero voltar
E sentir o frio
Nessa floresta tão escura
**
O outro lado da margem me admira tanto
Mas meus olhos estão lentos e pesados
Olho novamente o céu azul
Respiro profundamente
Seguro o fragmento do espelho da minha alma
Que escolhi
Choro
E me deito na relva úmida
E durmo
Esperando que ao acordar
Minhas forças se restabeleçam
**
Pareço-me em estado de convalescença
Mas sei que chegarei à outra margem
Certamente chegarei
E descansarei, com um ânimo melhor
Minha alma
****

Lamentações 3:21 Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.

Snoopy



Patty Pimentinha quase perde, mas o Woodstock conseguiu improvisar muito bem =)
Esse desenho é um dos mais bonitos...

7 de junho de 2007

Compaixão desnuda

Você não vê meus olhos
Se os vê, enxerga direito
Não sente meu coração
sempre partido, por um mundo desconexo
é assim que acontece

O mundo tece a dor
Com um esmero de se maravilhar
Há tanta confusão
Que não se acha um sentido
A não ser que você o ame

Uma dor sem sentido
Que não começou do início
Nem do meio
Começou deslocada
Dor deslocada e com vertigem

Procuro um sorriso
Um alívio da dor que permeia
como uma substância em água
E alastra-se
Tornando-a em fel

Bebida amarga o mundo oferece-te
e propõe um brinde
Brindemos a dor
A dor de estrondos
A camuflagem

Enquanto a compaixão desnuda
procura abrigo

4 de junho de 2007

................ =/ Rascunho ...... =)

Pequeno universo

Eu acho que não vou conseguir viver
Sem escrever
Mas minha vida, a resolução dos meus problemas
Não deve se encontrar nisso

Quero participar de três pequenos mundos
Que já enxergo na página de sonhos
Em minha mente
Rascunhos de uma vida
Estou rascunhando-a

Eu não me encontro no que escrevo
Acho que até escrevo um pouco mal
Não quero ter tanto apreço por mim
Trocaria tudo para viver nesses pequenos mundos
Talvez sejam quatro que são um

Vejo a mim como preso ao chão
Existem sentimentos que me deixam assim
Por isso preciso confiar em Deus
Em seu Filho
Para ter a esperança de viver
pequeninos mundos
Mas um universo inteiro para mim
**
Imagem: Parque do Ibirapuera. Foto retirada de http://www.colorfotos.com.br/sp/ibirapuera.htm

3 de junho de 2007

Tudo novo...

Não vou me acostumar
Com o azul do sol
Ou o amarelo do mar.
Tem algo de genial no sol,
Algo de falante no mar.
O acostumar é tornar velho!
O que há de novo na pobreza?
Só há o velho
Por que o novo transforma.

Por que a curiosidade da infância se finda?
Ela finda?
Por que do medo?
Não vou me acostumar
Com o marrom das folhas
Ou o verde do tronco.
As sensações boas, tão conhecidas
Novas serão.
Um sorriso de mãe,
sempre visto,
como o primeiro.

Foi na infância que perdi a inteligência.
Resolvi perdê-la!
Por que desejo resgatar
Um não-saber
Para resgatar toda curiosidade
por tudo, para que tudo
seja novo.
Eu não quero saber; de nada saber,
Para não me acostumar,
Com o azul no sol
E o amarelo no céu.

Tudo novo
Como uma folha tenra de árvore
verde clarinha.
Quero que tudo seja mágico e correr
como uma criança,
tudo mágico e interessante.

Como a estrela da manhã a se despedir
Por que um novo dia começa.

27 de maio de 2007

Aprendendo a voar...

Quantas vezes queremos voar e ficamos presos a coisas que nos intimidam. Imagine uma ave querendo voar, voar bem alto, mas ela está acreditando que é uma outra ave qualquer não uma águia. E lá acredita que nada pode tirá-la da terra, mas está induzida a pensar nisso pelos seus sentimentos de pequenez impostos por um cuidador carrasco, por seus medos de pensar que pode arriscar... é assim que muitas vezes aparece um sentimento no coração... um sentimento atemorizador, ameaçador... "espera aí, mas você é tudo isso?" Não adianta é uma adrenalina que passa pela veia e se espalha pelo corpo, uma vontade intensa de pular de uma colina muito alta e de repente se ver planando no ar como uma águia... poder ver todas as coisas até onde a visão alcançar...
Os medos são limitadores e empecilhos para quem quer muito aprender algo, pareço querer soltar-me de empecilhos de minha própria alma e arriscar-me em um vôo...
A vida parece tão louca e parece que tantas outras pessoas ficaram loucas, não importa mais se se parece louco... apenas quero me soltar da terra, de limitadores de sonhos...
O problema maior é que se pode querer voar da maneira errada, há coisas que levam para uma indignidade humana... há muitas coisas que prendem e limitam... e tenho ultimamente tentado lutar violentamente contra elas, por que desejo me desprender da terra... eu desejo me desprender com toda minha força dos cimentos e das cores cinzas, desejo parar de olhar tanto para o chão à minha volta... eu desejo as colinas, desejo o céu noturno, o diurno...
Eu penso que a bíblia está tentando me tirar dessa visão limitadora em umas duas passagens em Isaías 40:29 a 31 e Colossences 3...
Isso é como uma adrenalina intensa a desejar minhas veias, a desejar ver algo além do comum limitador de uma ave qualquer que não seja uma águia...
Vontade de ter um contato para além dessa selva de pedra... vontade de voar por entre colinas, montanhas e cachoeiras....
Até mesmo a águia tem seus limitadores, mas estes são altos...
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Fala de James Aggrey retirada do livro A águia e a galinha de Leonardo Boff

“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:

- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei cimo galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.O camponês comentou:– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã. No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.O camponês sorriu e voltou à carga:– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento...”
E Aggrey terminou conclamando:
- Irmãos e irmãs, meus compatriotas! Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus! Mas houve pessoas que nos fizeram pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.