Quando alguém escreve coisas de sua alma expressando-as num papel, expressando-as num texto, se vê num espelho. Essa é a razão desse blog chamar-se Espelho de Tinta.
Deixe um comentário seu e obrigado pela visita.
Não há mistérios na noite Está tudo bem Mas meu coração é turbulento Um mar revolto Mas tudo é desencanto
Não existe mais candelabros Nem fogo de luz de velas Nem histórias inéditas Envoltas em contos de fadas
Todos nós, cinicamente Nos perdemos Nikola Tesla Santo padroeiro da luz elétrica Nós homens nos tornamos seus devotos A ciência erigimos um altar
Estrelas brilham Mas suas luzes de fantasmas Se tornaram fótons, nêutrons, elétrons E hoje nas escolas Tudo se resolve
Com contas, equações Não tem mais mágica em nada Sabemos de tudo Somos donos de toda razão
Nos tornamos em desencanto Mas bem que inventamos nossas histórias Envoltas em contos de fadas elétricas Quem dera nossos antepassados nos vissem Veriam maravilhas ou caçoariam de nós?
Cá estamos, Envoltos nas eletricidades E elétricos tomamos calmantes Não apaguem as luzes Tememos assombrações
Calma, não mais, Está tudo explicado, Basta abrir o buscador Respostas encontramos
Nenhum tesouro perdido Piratas, eles pirateiam bytes.
Aqui é um local de desabafo. Aos dezesseis, dezessete comecei a escrever, na maioria versos.
Escrevia para desabafar.
Já escrevi poemas de guerra, sem nunca ter enfrentado uma, talvez apenas metaforicamente. Foi uma fase. Ouvia Doors, Legião Urbana... "Somos soldados pedindo esmolas, e a gente não queria lutar..."
Eu viajava no filme do Val Kilmer na pele do Jim Morrison... como eu disse foi uma fase.
Naquela época tinha assistido o Woodstock no videocassete. Tinha admiração pelos hippies, para depois acha-los fedorentos junto com o Cartman em um episódio do Southpark.
Queria escrever poemas, ou prosas, ou simplesmente escrever coisas alegres.
Ouvir estrelas, escreveu Olavo Bilac, acho que só conheço esse poema dele...
Enfim, leia poesias ou escritos mais antigos. Esse blog existe desde 2006, tinha meus 26 para 27 anos. Ainda existia Orkut rs.
Não postava e ainda não posto nada diariamente.
Até mais.
“O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e te conceda graça; o Senhor volte para ti o seu rosto e te dê paz." Números 6:24-26 NVI
"Deixo a paz a vocês; a minha paz dou a vocês. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo." João 14:27 NVI
Parece que tudo esqueci em um beijo Que não soube amar O tempo foi passando e eu sozinho Outro beijo me esqueceu
Assim passei sem ter a quem amar Isso é uma vida miserável Não amar alguém Tocar a pele, os cabelos
Fazer de um momento só A eternidade
28 de abril de 2022
Moralismo e religiosidade
afastam as pessoas de Deus
A religiosidade é o que mais afasta as pessoas de Cristo, todos nós sabemos
disso, mas o que é essa religiosidade?
Veja bem, Jesus disse que muitos
fariseus tomavam a chave do conhecimento, mas não entravam no Reino de Deus e
não deixavam entrar aqueles que queriam. Uma das características da
religiosidade é ter conhecimento, mas não misericórdia. Quando Paulo vai tratar
do assunto dos ídolos, ele mesmo diz que ele e os coríntios tinham
conhecimento, mas o conhecimento incha, deixa a pessoa orgulhosa, o que edifica
é o amor.
Quando Jesus, convidado por
Mateus para um banquete, se assentou e comia com os publicanos e pecadores, foi
julgado por religiosos, mas ele disse que queria misericórdia e não sacrifício,
que veio como médico para os pecadores, não veio para os sãos. Ele citava o
profeta Oséias, que dizia isso ao povo de Israel, que melhor é misericórdia que
sacrifício e o conhecimento de Deus mais do que muitos holocaustos.
Quando a Bíblia define Deus,
diz que ele é amor, mas no meio evangélico diz que ele é justiça também, como
se o amor fosse algo conivente, esse tipo de amor não é o amor de Deus, Deus é
amor e nesse amor está incluso tudo que Ele é, como o apóstolo disse no seu
hino ao amor cristão, “agora permanecem essas três coisas, a fé, a esperança e
o amor, esses três, porém o maior deles é o amor.”
Quem afasta as pessoas do
conhecimento de Deus são as próprias que dizem ter conhecimento dele, e era
contra essas pessoas que Jesus disse muitas coisas, porque elas não reconheciam
nele o amor de Deus.
São Tiago também diz que a
misericórdia triunfa sobre o juízo e que Deus é o Legislador que pode salvar
uma pessoa ou julgá-la, não somos nós os legisladores. Todas as vossas coisas
sejam feitas com amor disse o apóstolo, até mesmo para repreendermos alguém
temos que fazer sem juízo de condenação, porque Cristo mesmo disse que não veio
para condenar o mundo, mas para salvá-lo.
No capitalismo a ideia de culpar o indivíduo por suas mazelas é recorrente. O sistema é doente, portanto o que ocorre com o indivíduo é em grande parte culpa do sistema. Porque digo isso, estou tomando eu mesmo como exemplo. Quero melhorar da ansiedade e não consigo, quero dormir à noite e a ideia de não conseguir dormir à noite me assombra, ao ponto de tomar remédios para dormir e ter criado resistência. Aí falam em higiene do sono, bom, se você não dormiu é porque não está fazendo as coisas certas para dormir, você pode substituir isso, se você não é bem sucedido é porque não faz as coisas certas para tanto. Talvez não seja o capitalismo, mas a vida moderna que adotamos nesse regime, se fosse outro regime social talvez desse no mesmo.
Tudo gira em torno de fazer o certo para ter os resultados corretos. E você se culpa. A depressão se instala e você se culpa, a ansiedade se instala e você se culpa. Tudo é culpa sua, que não fez nada direito.
Quem ler isso aqui, pode ser que esteja errado, e que sua vida normal seja o melhor remédio. Você consegue dormir bem e ir trabalhar no outro dia. Acho isso bom.
Mas para mim, as perspectivas não tem sido boas.
Aí pode perguntar para mim, você não acredita em Deus? E eu respondo: Qual Deus?
Tudo é culpa sua, tudo é culpa sua, tudo é culpa sua.
Que raio de livre-arbítrio temos se com ele podemos nos matar? Isso não é livre-arbítrio. Não é nem arbítrio, nem livre.
20 de novembro de 2021
Eu não sei... Ano passado achei que tivesse achado o que queria para mim. Mas hoje me encontro perdido e fraco. Sem saber o que vou fazer amanhã. Talvez dar uma organizada na cozinha, limpar a geladeira e dar uma organizada nela enquanto ouço música.
Eu fico triste por inúmeras coisas, como se tivesse de luto por algumas coisas que não aconteceram como eu esperava. Auto-complacência não ajuda ninguém, é preciso olhar para frente. Mas às vezes é difícil combater essa tristeza. Ser rotulado com um Transtorno de Ansiedade e não saber de mais nada. Como um vaso estilhaçado no chão, podem até colar as peças, mas não vai ser a mesma coisa.
Tem vezes que sinto como se não tivesse força alguma, como se não fosse conseguir viver e que minha vida aqui nessa Terra não tem propósito algum, que ela irá passar sem propósito. Embora aqui ou ali eu tenha feito a vida de alguém alegre, também devo ter feito decepção, tenha causado decepções. Sou isso, um ser humano, talvez mais afortunado que alguns e mais desafortunado que outros. Quem aguentaria a vida debaixo desse sol, se Eclesiastes chega a considerar mais felizes aqueles que já morreram do que aqueles que ainda vivem, e melhor que ambos é aquele que ainda não nasceu que ainda não viu as injustiças desse mundo (Eclesiastes 4). Em vão nos inquietamos (Salmo 39:6). Eu sei que nada sei sobre o amanhã, apenas gostaria que ele fosse melhor que hoje, que houvesse mais sorrisos no lugar das lágrimas que derramamos às escondidas. Sou uma sombra, um vapor, um hiato no tempo e no espaço. O que esperar de tão pouco tempo nessa vida, assistindo a uma ampulheta cada dia mais cheia de areia em sua base, e vendo que parece ter sido vão. Meu humor não colabora enquanto escrevo, talvez esteja vendo o meio copo vazio, talvez amanhã veja com outra perspectiva, pode ser que sim, esperarei que sim...
Deus abençoe e seja sempre misericordioso conosco, lembre que somos pó (Salmo 103:14)...
É, ainda procuro seu sorriso Para completar a luz De um dia ensolarado Um dia, para ser meu e seu Na praia, sob a luz da lua E a benção de Deus
Parece que de novo Bati na porta do coração Que não podia me atender Porque não era do jeito Que se esperava
Pergunto agora Onde está você? Que eu saiba te encontrar Com a ajuda de Cristo Para sermos um e um Nele.
É só o que posso pedir E me esforçar para não me entristecer Sabendo que me esperas Assim como eu quero sempre te esperar E finalmente encontrar o abraço E os carinhos que sempre procurei
Nossa vida não é nada Pretendemos que ela seja algo Mas não é Somos tirados do pó da terra E para lá tornaremos A nossa vida, nossos atos Serão nada, quem sabe uma lembrança vaga Nos cemitérios que voz é ouvida? Nenhuma. São sepulcros calados Que no entanto dizem: Que vida levas?
Eu conto cada dia que passou Cada tempo desperdiçado Me sinto em cacos Um vaso de barro estilhaçado no chão Eu me sinto assim
Desconcertado Fora das formas possíveis Distorcido Cada dia que me sufoco em minha solidão Que sinto meu coração apertar Queria estar a muitos quilômetros daqui Sozinho e perdido no espaço sideral Já que fiz mal a mim fazendo o mal Que desconheço tanto o bem Talvez estivesse melhor Longe de tudo que possa me fazer pensar Olhando alguma estrela distante E todos seus anos de vida Passarem por meus olhos Vê-la condensar-se em toda sua gravidade Se tornar uma anã branca Morrer Um dia não vou existir E todos meus dias serão como sempre foram Nada, vaidade, Que vida foi tão diferente da minha? Que solidão que dói em mim? Sei que existe um Deus no Céu, Que prometeu estar comigo, Mesmo assim me sinto sozinho, Sentindo que seria bom, Estar longe e comigo, Para, de alguma forma, Me condensar, Na gravidade solitária, Do meu coração.
O Dom
Juan não se satisfaz com uma mulher apenas. No entanto, o plano de Deus para
homem e mulher é a realização no casamento. “Aquilo que uniu Deus, não separe o
homem.” (Mateus 19:6)
Não
sei, talvez o problema exposto por Cioran seja o da multiplicidade. Como há uma
infinidade de coisas, um infinito para nós, queremos a multiplicidade,
experimentar a vida intensamente. Nada há de errado nisso, desde que seja
legitimamente.E este é outro problema: O que é legítimo? Penso que tudo que não afete o outro de forma a causar nele prejuízo, mas isso é assunto para outro texto.
O
problema do Dom Juan é que ele não consegue ver em uma só mulher a capacidade
do múltiplo infinito do mundo, já que ela será o ser ao qual será seu amor
direcionado, buscando a síntese em uma só pessoa, ou seja, a univocidade. Seria isso possível? Cioran diz que aquele que ama várias mulheres não ama nenhuma, pois seu amor
vai embora assim que se satisfaz e volta a ter desejo por algo novo, uma nova
aventura.
O
problema do desejo insatisfeito na multiplicidade da vida está nos filósofos antigos,
está em Agostinho, por exemplo, que lança a felicidade, a completude, nos braços
de Deus. Nada mais correto a ser feito! Porém, tudo que provém de Deus é
satisfatório e consistente, o próprio Agostinho fala da frugalidade, que é ser
frutífero, que é ter consistência, que é proceder do Ser que é Deus, que é o
Sumo Bem. Logo, aquilo que procede de Deus é bom e duradouro. Não é o próprio Deus,
mas sendo procedente dele, pode ser usufruído com graça no coração, assim como
quando comemos um fruto e o saboreamos, e, por ele, agradecemos.
Não
há satisfação na multiplicidade dispersa, mas na união da multiplicidade com o
uno que é o Deus único e trino.
João
Batista disse que o homem (um ser humano) não pode ter coisa alguma se do céu
não lhe for concedido. (João 3:27) Ou seja, voltamos à questão da frugalidade
de Agostinho, tudo que procede de uma raiz santa é santo, tudo que procede de
Deus é santo, bom e digno de ser usufruído com graças a Ele. Assim também o
conhecemos, e conhecer a Deus é um processo contínuo.
O
texto de Emil Cioran, em Os cumes do desespero:
“O
amor, quanto mais intenso e concentrado, mais se limita em extensão, mais exige
um caráter individual e único. Assim acontece que as grandes paixões descobrem
o absoluto numa mulher, que, na mais reduzida análise, mal pode salvar sua
própria existência biológica. Considerado de fora, o amor é tão absurdo que não
pode ser apreciado senão por uma absurdidade. Por isso, sobre o amor não se
podem emitir considerações, mas apenas espantos.
Dentre milhões de mulheres devo escolher uma só,
limitar-me a apenas uma? Seria necessário que ela fosse a cada momento outra,
capaz de tanta transfiguração, que ressurgisse nova e improvável. Quantas
pessoas tem paixão tão grande, para a cada momento ver luzes novas e encantos
modificados? A mulher é uma criatura de parcas possibilidades, ela não resiste às
exigências de um homem torturado, para quem o amor é apenas uma forma de
realização de vida. É necessária uma paixão imensa como a imbecilidade para
poder amar uma só mulher. Ao sentirmos porém a insuficiência de todas as formas
de vida, quando nos satisfaz apenas o que é desvio que cresceu paradoxalmente e
se desenvolveu com exagero, que mais podemos encontrar numa só mulher? Ao
decidirmos trocar de mulher, diante da recusa de surpresas psicológicas é
impossível não sermos enfeitiçados pelo jogo de fisionomias, pela diversidade
de expressões, é inevitável buscarmos apaixonados um mistério psicológico – que
jamais encontramos, por não existir. A sensibilidade feminina é demasiado
periférica e receptiva para dispor dos recursos inesgotáveis de um mistério. O
encanto absurdo do amor autêntico, do amor intenso, é o de encontrar mistério
numa só criatura, descobrir – ou melhor, inventar – um Infinito numa existência
individual de uma desconfortante finitude.
Ama várias mulheres quem não pode amar. O dom-juanismo é
a vantagem e o defeito daqueles que se desentenderam com Eros, mas que ainda
têm suficientes reservas de vida para não chegar à impotência psíquica ou
erótica. A necessidade de variar os aspectos do mundo, gerada por um tédio
orgânico, leva, no terreno do amor, ao dom-juanismo. Todos os homens que
levaram a vida interior aos seus últimos limites, que se desesperam pelo
sentido da vida e que se torturam nos cumes, tornam-se fatalmente um Dom Juan,
assim como seus antípodas, homens estreitos, desprovidos de vida interior, com
capacidades extremamente reduzida de sentir e compreender. A vida apresenta
essa estranha dualidade de reunir na realização exterior dois tipos opostos de
pessoas: os deficientes e os demasiados. É necessário um sentido psicológico
para perceber se alguém chegou a essa respectiva forma de vida por demasia ou
por debilidade. Um pode ser viciado e imoral por deficiência, outro por
excesso; um pode chegar ao desespero por incapacidade, por falta de resistência
e inteligência, outro por excesso de problemática e interioridade.
As pessoas se equivocam ao situar no mesmo plano de vida
anímica todos os homens que se parecem, por fora e na aparência, em suas realizações.
O dom-juanismo é interessante e sintomático apenas naqueles em que ele surge
como fruto do desespero, de uma reflexividade e de preocupações íntimas demasiado
intensas. Nos cumes do desespero, quem não é dom-juan não assimilou organicamente
o desespero, não viveu intensamente os estados limítrofes, os ardores e os consumos
supremos, mas experimentou-os artificialmente, como num vago pressentimento.
Ser um homem de grandes solidões significa amar todas as mulheres. E amar todas
as mulheres significa não amar nenhuma. Os que fazem a filosofia da vida não
passam de diletantes do Eros, que depositam demasiada paixão nos problemas da
vida para ainda terem alguma paixão pelos seus aspectos. Nos cumes do desespero,
a superficialidade no amor é uma superficialidade profunda.” (pág. 142 – 144/ CIORAN,
Editora Hedra)
Eu
sempre recomendo que uma pessoa leia o autor e tire suas conclusões pessoais do
que lê. Receio causar injustiça ao autor ao colocar no texto um significado
que ele não quis colocar ali. Todavia, não posso deixar de ver duas coisas no
texto do Cioran: a pluralidade e a univocidade. A pluralidade é a dispersão do
homem relativa ao amor, a univocidade é a concentração desse amor em uma mulher
apenas.
Toda mulher vítima de um Dom Juan, quer ser apenas amada por ele, não
quer rivais, toda sedução capaz de ser realizada por um Dom Juan precisa ser
concentrada nela. O infinito se manifesta na pluralidade da existência, nas
várias mulheres que o Dom Juan quer possuir, porém, aquele que conquista apenas
uma mulher e a quer todo dia nova, todo dia mais bela, se esforçará para ver
nessa mulher todo o infinito, toda pluralidade, inventar nela, se necessário for, o mistério. Ainda que ela não seja capaz de muita
transfiguração, como diz Cioran, o homem se esforçará em seu amor para conseguir
ver, nela, o amor que procura.
O
homem que conquista a mesma mulher todos os dias, se dispõe a um esforço que só
pode ser advindo de um amor terno e insistente, que só pode ser visto no modelo
de amor descrito na Bíblia Sagrada, exposto pelo apóstolo Paulo, o amor entre
marido e mulher, recorre à figura de relacionamento entre Cristo e a Igreja, e
nesse sentido o amor do homem sobrepõe a tão somente o amor erótico, ele é amor
ágape, amor que luta pela preservação e proteção, amor redentivo. É necessário
apenas que leiamos o texto da carta de Paulo aos Efésios.
“Te
desejo muito além do prazer...” Roupa Nova
Existe o dom-juanismo feminino, mas não estudei o bastante para falar. E na questão da fragilidade emocional, todos nós somos frágeis, tanto homens como mulheres estão sujeitos ao tipo sedutor que os faça sofrer por amor. Todo filósofo(a) deve ser visto, ao meu ver, como filho(a) do seu tempo.
"E serão ambos uma só carne."
"porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.Por isso, deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher],e, com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne.Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem." Marcos 10: 6 - 10 NAA
O povo que saiu do Egito viu maravilhas, mas ao primeiro vestígio de provação, murmurava contra Moisés e contra Deus.
Jesus curou dez leprosos, mas apenas um estrangeiro, voltou até ele, glorificando a Deus com alta voz, agradecendo a Cristo. (Lucas 17:11-19)
A mulher que entrou na casa de Simão, por ter seus pecados perdoados, molhava os pés de Jesus com as lágrimas e os enxugava com os cabelos. (Lucas 7:36-50)
Se o povo tivesse um coração agradecido, saberia que o Deus que os livrou da pesada mão de Faraó, não os deixaria morrer no deserto.
Não é um dia para fingir que está tudo bem Porque o ódio me circunda Esse mundo tem que ser diferente E tudo tem de ser sentido como oposto De tudo que deveria ser Até eu me sinto estranho a mim Com esse ódio circundante e ácido Corroendo minha carne E minha alma
Sou nada aqui E quem se importa Sou alguém feito na máquina Mas alguma coisa quer em mim transcender Isso tudo que se repete Na linha da produção da existência Linha de produção da existência Saindo igual Linha de produção Existência sem significado Produtos para serem consumidos Reciclados
É assim, o ódio do aço e da pedra Do dia esquecido e marcado no ponto Marcado no ponto Repetido até a exaustão Pra começar de novo Na linha de produção Repetindo Como o sol que se repete em sua aurora Nada de novo Força para comer Comer para força Até exaurir E morrer
Sem beijos Sem paz Que se pode ouvir senão um clamor? Salve-nos dessa escravidão rigorosa Seja contra a mão daquele que nos oprime, Daquele que se alimenta Do nosso suor Para se banquetear Enquanto lutamos pelo mínimo
É uma linha de produção que não pára Feitos para a vaidade De um tempo que sempre se perde E se esvai no próprio tempo Frutos da máquina Nos tornamos um com ela Hoje não é dia para beijos carinhosos de namorada Hoje acordei sendo odiado.
Mas não quero odiar Ajuda-me ó Deus, A ser como o sândalo, Que perfuma o machado que o fere.
14 de julho de 2020
Agora é um texto com todas as palavras e frases que me vierem à mente. É sobre estar sozinho. Apesar de Jesus dizer que nunca nos deixaria sós, nunca nos abandonaria, eu me sinto só, sinto falta de uma companhia. Para compartilhar minha vida, meus sonhos e frustrações... Não é ingratidão quanto aquilo que Jesus fez por mim, pois quero ama-lo para sempre, porque no fundo fui criado por ele, e para ele e sou dele, fui comprado pelo sangue dele para ser dele para sempre. Isso não mudará, pois ninguém pode me arrebatar das mãos dele, como diz em João 10, e nada me separará do amor dele, como diz em Romanos 8. Mas, talvez, eu me sinta sozinho como Adão, quando nomeou a criação de Deus e para ele não se achava companhia. Eva estava dentro dele. Deus o fez cair em um profundo sono e trouxe-lhe Eva, ele ficou gamado, "esta é ossos dos meus ossos e carne da minha carne". Eu me sinto triste por não ter alguém em meus braços para amar, para abraçar, para encher de beijos e carícias, para desfalecer de amor com esta pessoa. Mas isso vai passar, nada como um dia após o outro e o Senhor Jesus sabe o que sinto e cuida de mim, é isso que me consola, sempre. Deus é fiel.
"And you're the answer to my prayers from up above..."
SE A GRAÇA DE JESUS CRISTO ME LIVROU DA LEI DO PECADO E DA MORTE, POR QUE EU DEVERIA AINDA VIVER ATEMORIZADO? (ROMANOS 8:2-6)
A PRÓPRIA ESCRITURA SAGRADA DIZ QUE NÃO RECEBEMOS UM ESPÍRITO DE ESCRAVIDÃO PARA OUTRA VEZ ANDARMOS EM TEMOR. (ROMANOS 8:15)
TEM MUITA COISA QUE CRISTÃOS VÊEM COMO PECADO E NÃO TEM NADA DE PECADO.
SÓ EXISTEM DUAS COISAS PECAMINOSAS QUE A BÍBLIA CONDENA:
- A PRIMEIRA SE REFERE A AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, COM TODA SUA ALMA, COM TODA SUA FORÇA E COM TODO SEU ENTENDIMENTO. ESSE MANDAMENTO É ICONOCLASTA, POIS PROÍBE E CONDENA A IDOLATRIA, COLOCAR QUALQUER PESSOA OU COISA EM PRIMEIRO LUGAR, DEIXANDO O AMOR A DEUS. OU SEJA, A BÍBLIA APENAS CONDENA A IDOLATRIA. "FILHINHOS, FUGI DOS ÍDOLOS." DIZ O APÓSTOLO JOÃO.
- A SEGUNDA REFERE-SE AO SEGUNDO GRANDE MANDAMENTO, QUE É O AMOR AO PRÓXIMO, NÃO FAZER NADA QUE FIRA MEU SEMELHANTE. FAZER TUDO PARA O BEM DELE, EM DEUS. PAULO DIZ QUE QUEM AMA O PRÓXIMO CUMPRIU TODA A LEI.
NÃO EXISTE MAIS NENHUM MANDAMENTO, POIS DESSES DOIS MANDAMENTOS DEPENDEM A LEI E OS PROFETAS. POR QUE ACHAR PECADO ONDE DEUS MESMO NÃO ACHA?
CRISTO NOS RESGATOU DA MALDIÇÃO DA LEI, FAZENDO-SE MALDITO EM NOSSO LUGAR, PORQUE ELE NOS AMOU. É APENAS LER GÁLATAS, E LÁ ESTÁ ESCRITO QUE CRISTO NOS CHAMOU A LIBERDADE.
ISSO, MUITAS VEZES, FERE NOSSO ORGULHO. QUEREMOS NOS FAZER MERECEDORES, MAS AÍ NÃO SERIA MAIS UM FAVOR IMERECIDO (GRAÇA).
"Mas Deus prova o seu próprio amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido por nós quando ainda éramos pecadores." Romanos 5:8
QUALQUER COISA ALÉM DISSO É ACRÉSCIMO DESNECESSÁRIO.
11 de julho de 2020
Não a nós, Senhor, não a nós,
mas ao teu nome dá glória,
por amor da tua misericórdia
e da tua fidelidade. Salmo 115:1
Pregava o Reino de Deus, e, com toda a ousadia, ensinava as coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento algum. Atos 28:31
"As coisas referentes ao Senhor Jesus Cristo."
"Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros." Filipenses 2:3,4
Devemos considerar como prioritário o interesse dos nossos irmãos em Cristo, porque o Senhor Jesus não agradou a si mesmo em sua obediência até a morte e morte de cruz. O apóstolo Paulo, ao continuar tratando do assunto, diz para termos o mesmo modo de pensar do Senhor Jesus, buscando os interesses dele, amando-o sobre todas as coisas, como nos diz o primeiro mandamento, e os interesses dos nossos irmãos no Senhor, amando ao nosso próximo como a nós mesmos.
"Porque não tenho ninguém com esse mesmo sentimento e que se preocupe tão sinceramente por vocês. Todos os outros buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. Quanto
a Timóteo, vocês conhecem o seu caráter provado, pois serviu ao
evangelho, junto comigo, como um filho trabalha ao lado do pai." Filipenses 2:20-22
O exemplo de João, o Batista, em buscar os interesses do SENHOR:
"O que
tem a noiva é o noivo; o amigo do noivo que está presente e o escuta se
alegra muito por causa da voz do noivo. Pois essa alegria já se cumpriu
em mim. Convém que ele cresça e que eu diminua." João 3:29,30
'Não façam nada por interesse pessoal ou vaidade, mas por humildade, cada um considerando os outros superiores a si mesmo, não tendo em vista somente os seus próprios interesses, mas também os dos outros. Todos os outros buscam os seus próprios interesses e não os de Jesus Cristo. Porque não tenho ninguém com esse mesmo sentimento e que se preocupe tão sinceramente por vocês. Quanto a Timóteo, vocês conhecem o seu caráter provado, pois serviu ao evangelho, junto comigo, como um filho trabalha ao lado do pai. '
Filipenses 2:3-4,20-22
https://my.bible.com/bible/1840/PHP.2.3-4,20-22
'Não a nós, Senhor , não a nós, mas ao teu nome dá glória, por amor da tua misericórdia e da tua fidelidade. '
Salmos 115:1
https://my.bible.com/bible/1840/PSA.115.1