Algo que não entendia
Um sentimento triste me invadia
E eu não podia saber o que acontecia
Nessa vida toda torta
De sons estranhos e gritos
Que invasivos atravessam meus tímpanos
Eu fui a um alienista
Ele não era um alienado descentrado no universo
Estava muito certo de seu centro
Equilibrado de analista
Os remédios, ele disse, tome-os
Converse com alguém, revele-me seus sentimentos
Lágrimas são salgadas eu sei
Seus segredos, guardados
Mas de alguma forma eles voaram
Como águias acima de nuvens
Avistando a lua lunática no céu estrelado
Queres ser curado tolo homem
Aceita essa tua condição humana
Tresloucada no mundo normal
Que mal de fato o assola?
Aceita ser esse louco interno
Aceita que são tão loucos como tu
Nesse asilo do mundo
Homens sãos e centrados
Colocam-te a camisa de força
Bruta no imundo mundo
Exilado no asilo da tua alma
Entende-te narcotizado
Nada podes fazer
Mas ria e deixe que riam de ti
Sejas um amor absurdo
Que ama o não amado
Que és tu mesmo.
Sê curado desse teu mal.
Um comentário:
Qual é a doença, saber-se louco ou não sabê-lo? Sentir-se estranho neste mundo ou fazer dele parte?
Esse poema coloca pra pensar (ainda mais sabendo que quem o escreveu é, de fato, doido da cabeça (quem me dera...)).
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