2 de agosto de 2016

Penitente

Deixe-me perdido
Perdido de todas as ilusões que criei para mim
Quem dirá que fiz errado
Queria que todas elas não me acometessem
Mas deve fazer parte da vida
Nos iludir

Minhas pernas um dia fraquejaram
Ao ver alguém que pretendia amar passar
Mais uma ilusão do meu coração

Essa madrugada permanecerei acordado?
Sempre há esse dias
Em que parecem o fim do mundo
Sempre há

Sofrimento
Por alguma razão
Estou distante de tudo e todos
Fechado em mim
Querendo me encolher
Sinto em mim saudade
Que se vai logo
Em um momento

Penitência
A dor infligida na alma
Tristeza intensa
Que assim seja



Embriagado de passado

Quem acreditaria na dor de um bêbado
Que está embriagado nas próprias dores?
Quem diria algo interessante
A quem tanto se desinteressa?

Acha que sua dor difere da dos outros?
Acha sua dor insuportável?
Como tantos suportam?
Queria também saber
Pois busco uma saída
Sem encontrar

Tenho convivido por muito tempo com essas frustrações
Para mim nada mais tem feito sentido
Afinal esses monstros me acompanham
Todo dia, à noite, os engulo
Eles vivem dentro de mim
Assombram-me cada dia

Certamente entenderias não?
Quantas dores no mundo?
Faz sentido?
Quantas dores sem alívio?


Escrevo coisas sem sentido
Procurando um sentido
Que talvez nunca mais exista
E existiu em um passado
Ou me iludo?

Sonhos adormecidos na morte

Minha alma carece de vida
Perdida em alguns anos de vida
Nos momentos que preservo na memória
Momentos belos que escaparam de mim

Talvez minha insensatez
Os tenha feito escapar

Meu egoísmo, ou não
Quem pode medir
As consequências de uma atitude

Tenho tido algumas perdas
E tenho me sentido só
A vida tem passado por meus olhos
Lacrimejantes agora

Que adianta em mim todo esse lamento
Por que viver tão preso ao passado?
Só porque lá sonhei muito alto?

Minha alma está vazia de vida
Vazia de amor
Vazia de sentido e direção

Oh tu que vês tudo do mais alto lugar
Salva-me de mim mesmo

Acho que nem a ti mesmo deixo amar-me
Talvez por isso não mereça amor

Mas essa minha vida tem doído em meu coração
Eu não sei para onde ir
Estou paralisado na vida
Como sonhos envelhecidos
Sonhos cadavéricos

Cheiram mal
Já passaram muitos dias
E não tenho forças para mover essa pedra
Em meu coração

Dóí toda minha alma
E queria adormecer
Sob a chuva
Sob o frio


18 de julho de 2016

Esperança dos tolos

Há dias em que você
Não quer ver seu próprio rosto
Não quer se deparar
Com o tempo que passou

Com toda expectativa que você teve
Do que não aconteceu
Apesar de seus esforços
Tudo se torna culpa sua

Você errou, não teve o que queria
Não estava preparado para aquilo
Apesar de seus esforços
Eles foram poucos

O que resta para você
É sua mente te acusando
Dizem que o tribunal da consciência
É o pior que pode haver

Então você sente os dias doerem
O que resta pra você?
Deitar na cama
E continuar sonhando
Com aquilo que não aconteceu
Esperando aquele novo amanhecer

Resta a esperança de um tolo

7 de junho de 2016

Idealizações

Idealizações – 07.06.2016

Aqui estou nesse mundo.
Não, não me sinto herói,
Não me sinto justo, nem mesmo príncipe.
Não sou nenhuma dessas idealizações.
Sou vil,
Sinto-me vil e careço de misericórdia,
Sou apenas um homem comum
Ordinário como todos os outros.

Vês aquele andarilho?
Poderia ser eu...
Esqueça as idealizações!
O mundo é o que é
Sujo!

Minhas mãos estão sujas
E esfrego com elas
O meu rosto com lágrimas,
Quero acreditar
Que pelo menos elas são verdadeiras.

Meu coração não deseja a aparência
Ele deseja a essência,
Sabendo-se tão distante dela
No fim uma idealização.

Afastem-se de mim,
Sabei que tenho lepra
Em minha alma.
Deixai-me alguns dias só,
Pois ando enfermo de mim mesmo,,,



28 de maio de 2016

Saudades do que não existiu

Que rosto lindo passou por minha vida

Que pensamentos de ternura me enterneceram

Pensamentos que nunca se realizaram


Sonhei alto

Quis voar por sobre as nuvens

Sentir a brisa em meu rosto

O raiar de um novo dia em minha vida


Um dia que trouxesse sorrisos e carinhos

Uma flor no cabelo, um amor que não aconteceu


Hoje sou isso que restou de mim

Todo amor não vivido na minha juventude

Toda a espera que joguei fora

Em um momento de escuridão


A ternura fugiu de mim

Ou fugiu do mundo


Que busco eu ao ver de novo seu rosto

Ao ver-te de novo como eras

Ou como eu imaginava que eras

Busco o que nunca tive


Um amor que tanto reconheci

Mas tão estranho e avesso a mim


E caí, várias vezes

E permaneço caído

Com as asas da imaginação terna cortadas

Assolado pela torrencial chuva de solidão


Sem nada que me aqueça

15 de maio de 2016

Tristezas desse blog

Oi...
Então eu queria escrever aqui algo como que uma explicação. Não que eu necessite me explicar para alguém, mas a questão que quero abordar é o que escrevo aqui.
Muitas vezes o que eu eu escrevo aqui é muito triste devido ao meu estado de espírito no momento em que eu escrevo. Desde minha adolescência escrevo algumas vezes para desabafar em um momento em que não entendo o que estou passando, são meus questionamentos, minhas dúvidas meus porquês.
Às vezes eu mesmo fico impressionado com o que escrevo de triste, impressionado com a tristeza...
Eu escrevo para exorcizar esses demônios que assolam minha mente, se é que posso chamar de demônios. Calma, não acredito que sou endemoninhado, mas são nuvens escuras que nublam meu pensamento e eu procuro me livrar delas quando escrevo.
Não sei se é mais fácil escrever quando estou triste, quando me decepcionei, quando estou perguntando a respeito de algo que pode me esclarecer.
Gostaria de escrever sobre momentos alegres, poesias alegres. Preciso talvez me educar a isso e deixar um pouco de lado minha melancolia, por mais que isso possa às vezes parecer difícil... Acredite é. Vivo constantemente em conflito comigo e com o mundo e isso, muitas vezes, mais me prejudica que ajuda...
Apesar de tudo isso, ainda penso que estou dentro da normalidade. Afinal, como dizem, "de louco todo mundo tem um pouco."

14 de maio de 2016

Pequenos lutos

Porque deveria eu 
Falar sobre ser feliz
Desejar esse luxo à minha alma

Se a tristeza me rodeia de tão perto agora?
Quem sois vós que me julgam por isso
Me julgam por minha alma transparecer
Cada luto, cada desesperança

Só consigo ver almas ao chão duro
Tentando aquecer o pouco de alma que lhes resta

Vês direito o mundo
Vês direitos as guerras
Os lamentos de mães que perderam seus filhos

Como Raquel que não queria ser consolada
Vês com seu olhos as misérias humanas
O quanto estamos presos a ilusões que chamam felicidade

Esperaras tua velhice e falta de forças
Para refletires sobre isso?

Não quero ter esperança
Tenho medo dela
Ou medo de mim
Ou medo dos homens

Estou deprimido, dia após dia
Quero estar sozinho por alguns dias
Dormir e não acordar
Pois todos os dias vejo isso diante de mim

Todos os dias vejo morte e abandono
Todos os dias vejo um pouco de vida
Mas não o suficiente para quebrar
Esse luto que sinto agora.


Sobre ilusões

Queria apenas saber
Por que nos iludem com palavras
Tais como felicidade e amor

O que é essa felicidade
O que é esse amor
Se o homem ao mesmo tempo
Entristece profundamente a alma
Se odeia com ódio profundo

Quem sois vós
Homens que falam de esperança
Vês as ruínas das cidades
Atentai bem às ruínas dos homens
Como falareis de felicidade assim?

Falai e erguei lamentos
Pois sois homens
Estais na terra
Que não lhes é favorável
Por mais que pareça

Que pensais de vosso destino
Oh mais frágil das criaturas
Por que sonhais com a grandeza
Se és pequeno

Quão triste está minha alma
Por não ver o amor reinar
Por ver que há ruinas
Cidades arruinadas em meu coração

Deixe-me sentir dor
Não quero ser consolado
Deixai-me na mais profunda escuridão
Não insistais comigo
Não haverá sorriso em meu rosto

Tenho visto todo dia a morte de perto
E me importado
Por isso estou de luto

Deixai-me vós que tudo sabeis
Sobre poesias de belas cachoeiras
Belos vales e montanhas

Deixai-me vós que navegais em mares tranquilos
Meu mar sempre tempestuoso
Desejo profundamente a morte
Pois de morte tenho me cercado
A morte tenho enxergado

Minha melancolia tem se tornada
Pesada a cada dia
Vejo a felicidade como uma ilusão
Que os homens criaram para si
Para tapearem a vida
Que desde o nascimento
Condena-se ao sofrimento

Não celebrai da próxima vez meu aniversário
Celebrai o quanto vivemos
Para chorar
Os lutos contínuos do viver

Haverá um dia feliz na minha vida talvez
Como já houve
Mas não sei se me importarei tanto
Pois cada dia tenho me importado menos.


Ocaso


Não acredito na felicidade
Acredito no asfalto duro da cidade
Onde desamparados deitam

Não acredito nas justiças sociais
De um homem egoísta

Não acredito nos homens
E nas mulheres
Que dizem lutar por algo melhor
Por seus semelhantes

Talvez acredite em suas vaidades
Suas vontades de não ver
Que a vida não lhes é favorável

Não reclame se sou duro
Mas não acredito mais na aurora
O ocaso é mais frequente que se imagina

Não acredito na felicidade
De beijos amorosos
Quando há tantos corações partidos

Sois falsos e não reconheceis
Vosso egoísmo

Haveria Deus que nos salve?
Haveria Deus que salvasse-nos
Do nosso egoísmo?

Queria acreditar na felicidade
Mas quanto mais tento acreditar nela
Me frustro

Sejais solidários com a dor
A dor que não se vê
Mas está em todo lugar

A dor e a morte
O luto
A fuga de tudo
Para a solidão

Que é a existência
Que luz nos ilude no céu estrelado

Minha alma se entristece
Deixai-me
Quero me aquecer nesse fogo
Esquecer de mim
Esquecer do mundo

19 de fevereiro de 2016

Quebrantado e perdido

No mundo em que vivemos
Quantos escritos não começaram assim
Mas essa é a nossa realidade
Não há outro mundo que conheçamos

Eu me pergunto para que serve a verdade
Será que conseguimos viver jogados no mundo
Em completo esquecimento de quem nós somos?
Quem eu sou?

Não há nenhuma lembrança de quem somos
Nem sabemos ao certo o que seremos
Somos antes de essência, para os modernos
Existência

Mas existimos em um tempo e um lugar
Por que esse tempo e lugar?
Por que perguntamos tanto
E simplesmente não vivemos?

Mas parece que de alguma forma, para viver
Precisamos de algo que nos motive
Que seja nosso farol
Em um mundo que muitas vezes
Parece uma tempestade em alto mar

Mas procuramos sempre
Sem nunca achar, um ponto de referência
Um porto onde atracar
Nosso navio tão maltratado

Quantas pessoas não refletiram sobre essa pergunta
Para onde estamos indo
O mais triste é quando nos abandonamos à tempestade
Sem esperança

Joguem-me no mar
Disse um certo Jonas, adormecido na morte
Longe de seu propósito
Que doía em seu coração
Um misto de esquecimento de ser o que se era
Uma confusão por se afastar da luz e ir às trevas
As trevas o abraçaram

Me tirem dessa falta de horizonte
Me tirem do ventre do grande peixe
Laços de morte me atam a uma vida que não quero viver
Tudo sempre parece sem sentido
E então nos colocamos a buscar
Algo que talvez não exista

Mas e se existir
E se eu tiver me desligado da vida
Imaginando estar vivendo-a

Essa pergunta que atormenta a alma
Essas coisas que se emaranham
Em nossas mentes confusas
Jesus me salve de mim mesmo
Das minhas confusões internas
De todas as coisas que não entendo
De tudo tão separado
E estilhaçado em pedaços no chão
Tudo quebrado
O homem quebrado
O coração quebrantado
Quebrante-se no quebrado, no sem conserto
Até o dia que te sintas inteiro
E de novo te sintas
Como se uma peça faltasse

Que tipo de sentimento é esse
Pinóquio fugindo de Gepeto
Querendo apenas ser um menino de verdade
Mas o que é verdade?

Esse sentimento de estar no mundo
Sem propósito
Há quem resolva?
Dizem que basta servir o outro, o semelhante.
Mas há algo sempre cortando profundamente
O coração
Quebrantado sempre
Por não ver luz, por estar nessa tempestade
Como a mãe de Ismael no deserto
Que pelo desespero nada enxergava
Um anjo lhe mostrou um poço de água
Enquanto os dois desfaleciam
Muito mais Ismael, beirando a morte

Que propósito teria seguido Agar?
O que teria preenchido seu coração?

Sei que esse mundo não aponta tantas direções
Enquanto desfalecemos.

9 de outubro de 2015

Bravura

São Paulo, sexta-feira, 09 de outubro de 2015
Bravura


A bravura é a soma
Do amor e da coragem
Não quero mais
Deixar-me dominar
Pela covardia
Das desculpas
Da vida não vivida

Sou eu que enfrento
Cada um dos meus medos
Sou eu que quero
Preencher minhas entranhas
De coragem
De amor

A bravura dará as mãos à ternura
Para juntas vencerem
Os fantasmas dos homens
Os monstros fantoches

Eia! Dê um grito no espírito
Para a liberdade
Tão de perto cerceada.
E constantemente calada

Não sois escravos
Sois livres
Hasteai a bandeira
Contra aqueles inimigos
Da liberdade
Em vossa alma aflita

Deixai aquele que saiu vencedor
Para vencer
Proclamar a liberdade
A quem tanto anda cativo

29 de agosto de 2015

Títeres

Hoje quero dizer alguma coisa à minha alma
Quero examinar minhas crenças absurdas
Quero ver minha infância de novo

No fundo somos todos órfãos 
Estamos em ruas solitárias, noturnas
Não temos o essencial, não temos amor
Fizemos um fantoche do amor e nos enganamos

Somos estrangeiros, nossos rostos são estranhos
Nossos pensamentos rotos
Pensamos na modernidade
Acreditamos numa humanidade diferente
Somos filhos de disfarces
Vestimos a roupa ideológica que nos cai bem
E todos os outros não são nada além de plebe

Ah meu coração
Salva-me nesse momento
Apresenta-me ao que verdadeiramente é amor
Pois me cansei desse jogo de títeres

Desse falso se importar 
Dessa desesperada ilusão
Dessa desiludida esperança...

10 de junho de 2015

Bússola quebrada

Bússola quebrada

Me perco a cada dia
Nesse emaranhado de ideias
Que invadem minha mente
Sou um estrangeiro dentro de mim mesmo

Um pântano lodacento
E fico assim perdido
No meio de uma floresta densa e escura
Fria

Mas não usei antes esta metáfora?
Ando pobre de rimas?
Pobre de ritmo?
Triste?

Não sei mais saber
Se estou com Você
Sei que estás comigo
Mas minha alma insiste em se inquietar
Em não achar sossego...

Desconhecido para mim mesmo
Andando em círculos
Em minha mente
Tonto e vertiginoso
Antes fosse uma vertigem
De uma intensa vida

2 de maio de 2015

A razão e a loucura

A loucura traçou seu caminho
E resolveu dar as mãos à razão
O que ela de momento assentiu com a cabeça
Por que sendo razão talvez saberia bem guiar a loucura

E as duas caminharam
A razão era cheia de argumentos bons
E de sábios conselhos
A loucura queria apenas bailar
Bailar à luz do luar

Que farei? Indagou a razão
Se ela me deixa feliz
Sou clara como a luz do dia
Mas uma noite de lua cheia
Prateando tudo
Não me evito o encantamento

Estou sobrecarregada de tantos deveres
E a loucura sempre leve
Mas se não sou eu para controlá-la
Logo se desviaria para sua própria ruína
E se não é ela a me convidar para dançar
Meus dias seriam todos cinzas

Nós somos duas companheiras
Que se necessitam
Para que não se desequilibrem
E caiam em ruína no caminho da vida

13 de abril de 2015

Divagações

Deixe-me livre
Deixe eu ser aquilo que ainda não descobri que eu sou
Deixe de lado toda essa bagunça
Pegue um violão e se esqueça do mundo

Sou alguém, que no profundo se esqueceu
E busca se encontrar
Mas não passa de um tolo
Sempre a se esquecer
Que hei de fazer?

16 de fevereiro de 2015

Sem título

...
Eu poderia chegar bem perto
E poderia estar bem longe
Mas dessa vida é difícil tirar certezas
Fico pairando em minhas dúvidas
Em um turbilhão de pensamentos
Quando deveria apenas aquietar
Esse mar revolto dentro de mim

Quantas vezes não quis passear entre as estrelas
Esquecendo-me que aqui embaixo
É apenas um outro tipo de céu
Tão lindo quanto aquele acima de nós

31 de dezembro de 2014

Sem título

No fim dos dias
O que sobrará?
Suas teorias amontoadas
Nos livros encaixados na sua estante?
O que fará você lembrar
De quem realmente foi?
Quantos abraços carregarás nos seus braços
Quantos sorrisos estampados
Nos quadros
Pendurados nas paredes da sua memória?
Quantos dias realmente felizes e repletos
Do amor que você tanto quis viver?
Teorias não vão te salvar?
Talvez apenas um sorriso
Que reluzirá todos os dias
Nessa sua noite tão escura.

Trapos

Minhas rimas pobres
São os únicos trapos que carrego comigo
Numa vida tão fria
Difícil de se aquecer
Não tirem de mim
Esses trapos
Preciso me aquecer
Acenda um fogo
Com toda lenha de nossos sonhos
Somos peregrinos de uma terra distante
Exilados em uma terra estranha
Não nos desejam aqui
Não desejam saber quem somos
Nem da nossa busca
Por isso repito
Não tirem de mim
Meus trapos
Minhas pobres rimas
Meus pobres sonhos
Com os quais tento me aquecer
Nessa fria vida

Sem título

Há dias em minha vida que não suporto a solidão
O cansaço que se abate em meus ombros
Clamo por aquele que me criou
Para que eu consiga atravessar mais um dia
Atravessar todos os desejos
Puros que me assediam de ansiedades
Sou um homem não um deus
Sou aquele que caminha
Que cruza ruas e vê rostos
Meus pés não sabem tão ao certo
Que caminhos são esses
Apenas caminho

3 de dezembro de 2014

Proibições

De hoje em diante
Tornou-se proibido apaixonar-se!
Tornou-se proibida
Aquela pequena e singela dor
Do lado esquerdo do peito.

De hoje em diante...
Fica terminantemente proibido
Que os olhos se encantem com um sorriso.
O colorido radiante do dia
Não é o que você tanto deseja.

É proibido! meu coração,
O pensar na ternura,
Que você tenha envolvimento com a beleza.

Ah coração...
Que lhe confronte a aspereza,
Tristezas e amarguras,
Que isso é para seu bem,
Para saber qual é o seu lugar.

Não tente relutar
Com sua obstinação e sua rebeldia
Em tantos devaneios!

Porém é com a vida que você sonha,
Com toda sua beleza...

Seu sonho é com sorrisos e olhares
Mais radiantes que a aurora.

Que farei com você?

5 de setembro de 2014

Imaginação

Imaginação

Eu queria escrever o que não sei sobre mim
O que eu não sei sobre o mundo
O que não sei sobre Deus
Apenas para me encontrar
Quero escrever pobre
Porque ninguém tem nada a ver com minha escrita
Minha vida tem ânsia de viver
De saber se guiar
De matar toda ansiedade
Todo pretenso saber que nada sabe

Eu sou aquele que não sabe
Aquele que não quer relógio de pulso
Aquele que nem se importa
Com contagens, somas, tolices criadas
Fantasmas criaram em minha mente
Fantasmas que não quis jamais conhecer

Deixe-me com meus castelos de areia
Deixe que o mar os destrua
Deixe que eu os torne a erguer
Afinal não sou grande
Sou pequeno em mim
Querendo apenas sonhar e construir um mundo
Que habita apenas dentro de mim

Não há razão
Há meu coração
Admiração
E só
O que é tudo

20 de junho de 2014

Dias frios


Dias frios


Quando os dias frios chegam e você sente calafrios em sua alma
O tempo anuncia uma chuva fria
Numa noite solitária
Seus olhos cansados apenas vão adiante dos seus pés
Pois você não consegue ver dias melhores
Há um frio tão gélido dentro de você
Uma vontade de fugir para os lugares mais altos
E apenas observar as estrelas
Estar bem longe daqui
Bem longe de você mesmo

Como se foge de si mesmo?
Como encontramos a calidez fraterna de um abraço
Que envolva-nos na ternura?
Será que queremos isso?
Será o que eu quero?
Busco a ternura, a calidez,
Mas quero me castigar
Nessa gelidez, solitário.
Que eu me apaixone por uma estrela fria
E tão solitária
No universo

O que tens solidão
Que me atrai nesse momento?
Solidão gélida em uma suja alma,
Um maltrapilho numa nevasca
Que não se acha digno de ser recebido
No aconchego de uma casa
Próximo a uma lareira.

***

Imagem retirada da Internet

14 de fevereiro de 2014

Porto seguro - 13/02/14 noite

Você ainda pensa em mim?
Vem aos teus olhos esse jovem
Que não sabe ao certo o que pensa
O que sente?

Que queria apenas te abraçar forte
E sentir o calor do teu corpo
Repousar a cabeça no seu ombro?

O que vem ao seu coração?
Seria ódio e raiva
Por aquilo que não sou.

Tenha em mente
Passaria a vida ao seu lado
Morreria em mim
Se morresses.

Talvez exagero no que digo
Lembra-te sou um homem perdido
Em um mar tempestuoso de solidão
E talvez meu porto seguro
Fosse teu abraço
E minha cabeça repousada no teu ombro.

13 de fevereiro de 2014

O vencedor leva tudo!

Quem ganha?

Estou me sentindo sozinho de novo
Depois que seu olhar me alegrou
Depois que nossas conversas me distraíram
E eu pude ficar alegre de novo

Só que essa felicidade foi apenas um relance
Uma coisa superficial
Que parecia partir do coração
Partiu?

Agora quem é que ganha
Quem perde
Quem sai com o coração sangrando
Doendo

Que remédio poderia curar uma dor assim
O que é o amor que causa essa dor
Sou um transeunte
Com uma alma em mim
Que não é minha

4 de janeiro de 2014

Disfarces e engano

Quem disse que ando preocupado com amor?
Quando ele já teve sua cota de lágrimas de mim

Se me força a amargura em meu espírito
Se me força a cada momento a desacreditar
Pra que isso?
Aparece do nada
E foge da minha vida em minha confusão
Que mestre dos disfarces tu és?
Que tipo de feitiço lanças sobre mim?
Para depois fazer me sentir
O cara mais fracassado do mundo
Eu não ligo o mínimo para o que pensam de mim
Quando só tenho vontade de sumir
De sentir a vida em minhas veias
Correndo no fluxo do meu sangue
Ainda que com total risco de vida
Mas o que ofereces é um vinho barato
Da pior espécie
És simulacro para um coração tantas vezes partido
De tanto se partir
Já não acredita que possa ser bem remendado
Por isso pode tirar tudo de mim
Não me importarei
----------
Noite de ficar pensando?

3 de janeiro de 2014

Tolos boêmios

Quem sabe dizer o que é a solidão
Que metáfora achar para ela
é um lugar árido
Um lugar frio
Estou me sentindo sem carinho
Sem amor
Estou precisando de ajuda
E emudeço
Minha rima se torna pobre
Tamanha miséria de solidão
Não estou reclamando
Apenas preciso de amor
Preciso sair daqui
Desse quarto
Preciso de uma noite estrelada
Olhar para o universo
Contar as estrelas cadentes
Não existe beleza na minha noite
Apenas luzes artificiais
Nos cegamos para o mundo
para as estrelas
Para as pessoas
Somos arrogantes detentores de títulos
Boêmios fracassados
Achando que cantam para a lua
Ou para o mar
A beleza que cantam
é uma caricatura mal feita
De algo que inventamos.

30 de dezembro de 2013

Apenas viver

Não tenho cultura, não sou sábio
Não tenho grandes interpretes dos quais goste
Sou um tolo jovem
Que quer o rock e quer amar
Que quer Deus e quer viver
Que quer saber esperar

Ora, o que disse Jesus sobre os sábios em dado momento?
“Ocultastes essas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos”
Parábolas como enigmas


Não tenho vontade de ser sábio
Nem vontade de ser tolo
Tenho vontade de ser eu
Tenho vontade de ser filho
De ser amigo
De ser uma ovelha
De ser protegido

Os homens forjam realidades
E as chamam de suas verdades
Quando em tudo estamos perdidos
E eu resolvi atentar a esse farol
Nessa densa e forte tempestade

Sou um estranho a mim
Querendo apenas ser um plebeu
Que ama uma princesa

Posso nesse mundo escolher ser
Escolher ser e ao mesmo tempo ter sido escolhido
Posso escolher não escolher
E entender que fui escolhido

Posso entretanto escolher errar
Mas sempre que me atolo nessa lama
Peço socorro
Não sou herói, não sou bandido
Apenas vivo
No mundo
E quero conhecer
Apenas para viver em paz
Entender que a vida é fugaz
Que hoje nasce bela como uma flor
E da mesma forma murcha
Entender que não entendo
E apenas viver.

25 de outubro de 2013

Aquieta-te

Tolere-me e suporte-me
Quando lhe falo de monstros
Das tristezas de uma alma inquieta
Angustiada

Falo de monstros para enfrentá-los
Cavaleiro andante que sou
Num mundo de moinhos como gigantes
Terríveis, assolam minha alma

Tenta ter paciência
Quando lhe falo dessas coisas
Pois tento ser eu
Aquietar-me em um nascer do sol

Em um mundo de guerras

**
Escrito em 23/10/2013
Desenho: Desconheço o autor

23 de outubro de 2013

Desvanecente

Sou um tolo,
Lançado na vida e no tempo,
Como quem não acha saída.
Apático, saio e volto a mim mesmo,
A tristeza à porta,
Ansiedade do que não existe ainda,
Perda de tempo.
O tempo voa,
Expande-se no mar e se perde.
O rio do tempo.

Por que não deixo apenas me perder?
Não entendo as lutas diárias,
Não entendo meu propósito,
O busco sempre,
Há?
Por que não encontro?

Propósito de perda,
Propósito de caos.
Chorar o nada,
Pois o nada é apenas ausência
De algo que não se entende,
Não se vê,
Etéreo, desvanecente
Como o ocaso.

12 de março de 2013



Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia; 
Mateus 5:7

Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo. 
Lucas 6:36-38

8 de agosto de 2012

O cabra macho... :)


Um dos textos mais desafiadores que já li... Esse é cabra macho... rsrs

"Nos últimos anos, eu me esforço para permitir que o amor sincero e inteligente me guie, e ao fazer isso, tenho chegado a algumas conclusões bem intensas para a minha vida. Eu compreendi que eu não tenho o direito de pedir o coração e a afeição de uma garota se eu não estiver pronto para um compromisso por toda a vida. Até que possa fazê-lo, eu apenas estaria usando aquela mulher para atender às minhas necessidades imediatas e não procurando abençoá-la a longo prazo. Será que eu gostaria de ter uma namorada neste momento? É óbvio! Mas com o que tenho aprendido ao buscar a vontade de Deus para a minha vida, eu sei que um namoro agora não seria o melhor para mim nem para a garota com quem eu iria namorar. Desta forma, ao evitar um romance antes que Deus me diga que estou pronto para tal, eu posso ser mais útil para as garotas como um amigo, e permaneço livre para manter o foco no Senhor." Joshua Harris

Frases relacionadas:
"A maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem ter a intenção de amá-la" Augusto Branco

"O verdadeiro homem não é aquele que conquista varias mulheres, e sim aquele que conquista uma mulher várias vezes." Autor desconhecido

"Vós, maridos, amai vossas mulheres, como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela," Efésios 5:25

"Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil". C.S. Lewis
 ***
Quem consegue agir assim é digno de ser admirado. Com toda certeza!

1 de agosto de 2012

XÔ LEGALISMO



Escrevi esse textinho como um desabafo e estou aberto a críticas, pois não sou o dono da verdade...
Apenas não gosto de sistemas frios que tentam regular a vida sem levar em consideração o amor e a compaixão... Se bem que ser misericordioso e compassivo não é uma das tarefas mais fáceis.

Texto (ou pensamento) inacabado...

Jesus era contra um certo tipo de ordem estabelecida... :P

Na sociedade judaica da época, por lei, quem tinha fome podia entrar em milharais e pegar algumas espigas para saciar a fome. Para os fariseus, os discípulos, ou qualquer outra pessoa, não podiam entrar nos campos e "trabalhar" no sábado, tinham que passar fome... (O sábado era parte de um mandamento mal interpretado: "Lembra-te do dia do sábado, para o santificar." Êxodo 20:8).

"Naquele tempo passou Jesus pelas searas, em um sábado; e os seus discípulos, tendo fome, começaram a colher espigas, e a comer. E os fariseus, vendo isto, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer num sábado. Ele, porém, lhes disse: Não tendes lido o que fez Davi, quando teve fome, ele e os que com ele estavam? Como entrou na casa de Deus, e comeu os pães da proposição, que não lhe era lícito comer, nem aos que com ele estavam, mas só aos sacerdotes? Ou não tendes lido na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado, e ficam sem culpa? Pois eu vos digo que está aqui quem é maior do que o templo. Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero, e não sacrifício, não condenaríeis os inocentes. Porque o Filho do homem até do sábado é Senhor". Mateus 12:1-8
"E disse-lhes: O sábado foi feito por causa do homem, e não o homem por causa do sábado". Marcos 2:27

Acho que isso escrito no evangelho de Marcos pode valer para outras coisas das quais o homem pode desfrutar...

Xô legalismo... :D

Quando alguém não consegue de forma simples exercer misericórdia, inventa sistemas que prendem as pessoas debaixo de um fardo pesado...

Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los; Mateus 23:4

 Porque o juízo será sem misericórdia sobre aquele que não fez misericórdia; e a misericórdia triunfa do juízo. Tiago 2:13
...

18 de julho de 2012

Institucionalizado

Tudo que é institucionalizado se torna extremamente chato.
É como se colocassem em você uma armadura pesada,
Assim como Saul fez com Davi quando esse iria lutar.
Mal conseguia se mover.

Ele era bom lutador, mas com o corpo livre,
Com um estilingue em suas mãos.
A institucionalização desnaturaliza aquilo que é natural,
Complica o simples.

Logo o simples perde a graça,
É como a mulher que é bela, mas exagera na maquiagem.
Institucionalizam tudo, rotulam tudo, maquiam tudo.
Logo, tudo se torna sem sal, insípido.
Para que serve?

Institucionalizamos o mundo em cidades de grandes,
Institucionalizada a pobreza e as esmolas,
As guerras e a paz.
Não sabemos amar, então instituímos regras.

Institucionalizado o medo e a coragem.
Somos seres de edifícios, quadrados, cinzas...
Seres de arranha-céus.
Somos seres que se desinstitucionalizam finalmente,
Mas quando ruem, quando desmoronam,
Quando choram.

12 de junho de 2012

Dia dos namorados


Dia dos namorados
12.06.12

A lua contempla nesse dia
Corações apaixonados,
Contempla também assim
Corações solitários,
Que sentem saudades,
Que sentem ausência.

Estrelas elegidas,
Talvez despedaçadas
Por um amor rompido.
Estrelas alegres radiantes
Por serem escolhidas.

O amor cobre de mistérios a existência.
Mistérios tão revelados e fantásticos a quem ama.
O amor é alegria e tristeza,
É completude e falta.

Todos hoje se enamoram,
Enamoram da ausência,
Enamoram da presença,
Enamoram a tristeza do amor não correspondido,
E da alegria do sim para uma dança,
Mas sempre se enamoram.

Toda ausência sempre é uma presença,
Talvez do passado,
Que se torna presente,
Que se renova em esperança,
Ou na solidão.
Mas esse sentimento
Não deixa de ser belo
E capaz de enamorar-se.

A saudade é amar o que já foi,
Que se torna presente
E pode de novo acontecer
De formas tão diversas
Como tão diverso é o amor.

8 de junho de 2012

Tarde...


Cada momento da vida que desprezo,
Cada vez que fujo da minha realidade...
Não sei realmente o que acontece comigo,
Os anos passaram e me vejo só
Com meus fantasmas.
Com minha luta diária para alcançar
Aquilo que tanto desvalorizei.

Seria tão tarde para recomeçar?
É tão tarde
Para amar e ter esperança que essa noite sombria e chuvosa passe?
Sou uma flor castigada pela tempestade.
O que tem restado de mim?

21 de abril de 2012

Caos na ordem

Caos na ordem

Sou muito feliz quando sou eu mesmo,
Muito feliz quando aceito todos os acasos,
Quando não tenho seguranças,
Posso viver sem medo do amanhã.

Sou sempre uma borboleta na vida,
Não existe nenhuma simetria no meu vôo,
Ele sempre é caótico.
Sou livre por que aceito que não controlo tudo,
Que tudo pode ser imprevisível,
E não prever nada é o que quero.

Nenhuma cobrança excessiva sobre mim.
Por que entendi que não sou,
Nem quero ser,
Perfeito.
Quero ser caótico,
E no caótico encontrar enfim minha ordem,
Que não é ordem simétrica,
É sempre assimétrica, cresce onde há luz do sol,
Espalha suas raízes pela terra,
Sempre na assimetria tão ordenada,
Viçosa, caótica, que apenas existe.

5 de abril de 2012

Arranha-céus


Tento compreender o que acontece dentro de mim.

Sempre um duelo, sempre uma luta sem fim,

Sempre algo novo a fazer.
Uma esperança e uma desesperança.

Quero sumir no primeiro navio que partir

E assim tentar vida nova,

Estou há tanto tempo distante do mar.

*

Onde está a voz do mar? Onde estão as vozes da natureza?
Todas se calam.
Todas de tão abafadas e sufocadas desaparecem na cidade grande.

Tudo é cinza e opaco,

Não há beleza.
Há o nojo. Há a ansiedade.
*
Todos nós, distantes do carinho necessário,
Todos nós imunes ao amor.
Por conseqüência, o que é belo passa diante dos nossos olhos

E simplesmente não notamos.

*

Sempre na clausura da escuridão

Sempre esse carrasco que me apunhala no peito

E a dor é intensa,

Sufoca. Presença de ausência

É sempre assim...
A imagem recorrente
Para lembrar sua prisão.

9 de fevereiro de 2012

O mundo em que a gente vive


Como é esse mundo em que vivemos? Um mundo que se tornou de poucos privilegiados enquanto uma massa enorme vive opressa. Idosos em filas da previdência social, mães chegando em hospitais tendo de assistir a seus filhos sofrendo com algum problema de saúde e não poder fazer nada, a não ser esperar e esperar, indefinidamente.
As pessoas só podem estar cauterizadas em suas consciências, não é possível. Como um presidente de uma nação permite que seu povo sofra para ajudar a outro povo que não é de sua nacionalidade? O correto não seria primeiro arrumar a própria casa, ainda mais sendo essa casa pobre?
A cauterização da consciência só pode ser a resposta para a falta de empatia para com o próximo.
As pessoas morrem todos os dias ao nosso redor, e nós só pensamos em explorá-las, em ver no que elas podem ser úteis para nós, depois as descartamos como se fossem lixo. E há pessoas que não precisam mais ser descartadas, já vivem no próprio lixo.
Mas quem realmente se importa com o semelhante? Quem realmente atenta para o sofrimento alheio? Parece que a única coisa que temos alheio a nós mesmos somos nós. Pois que celebrem todos esses antolhos então. Sejam todos esporeados por seus egoísmos e morram sempre como velhos solitários.
Mas tudo isso será sempre bater na mesma tecla, não é mesmo?

20 de outubro de 2011

26 de agosto de 2011

#prontofalei #tenhodito #simplesassim



Bora tirar as teias de aranha do blog né? rsrs
Cara quando eu olho meu blog eu me sinto triste, teve até gente fazendo piadinha com ele.
L de Loser na minha testa. LOL
Bom, mas mesmo assim eu prefiro ser um loser anônimo que um famosinho mediocre metido a besta. Quem disse que eu quero fama, quero nada!
Uma vez eu tava assistindo a TV Cultura, acho que era o Entrelinhas, faz tempo que não o assisto, enfim... No Entrelinhas foi falado de uma escritora que dedicou o prêmio dela aos leitores, para mim, no momento que vi isso, foi o ápice da humildade, rsrsrs. Exagero? Sei lá se é. Mas achei bem legal.
Eu tô meio perdido no que escrever aqui, desculpa aí! Blog é um espaço onde a gente pode expor nossos pensamentos à vontade. Não sei se é bem assim. Olha a auto-censura aí.
Mas hoje em dia tem um remédio para a auto-censura, a hashtag #prontofalei ou #tenhodito ou #simplesassim. Esse texto poderia ser uma mistura dos três, mas vou encerrá-lo com a hashtag que tomo emprestado do livro 1984 de George Orwell: #crimedopensamento.
Isso aí. O texto se encerra com uma crítica à censura e à auto-censura. #crimedopensamento
O Grande Irmão está de olho em você Beto. A Polícia das Idéias vai te pegar José Roberto.

PS: Só li até agora os 3 prímeiros capítulos...

Crime de pensamento na Wikipedia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crime_de_pensamento

11 de maio de 2011

Náufragos da cidade grande

Não, ninguém sentirá o que sinto.

Ninguém verá as angústias que fluem como rio

E secam em amarguras.

Quem entende o quê? Onde? Quando?

Aí você vê a vida correndo,

Ela corre,

Nos ponteiros do relógio,

No fluir dos rios,

E tudo é tão igual como nos ponteiros.

*

Tudo é colocar-te longe de todos,

No juízo demasiado

De quem não entende nada.

Que quer a mudança que só um pouco de amor pode dar

*

Mas fica assim,

A solidão dominando todos os náufragos.

*

Todas as coisas mudaram,

E que sentido fazem?

Tudo deixou de ser como era antes.

Eu vi, mas não percebi,

Como um náufrago da cidade grande.

*

O que você lutou para ter nesse tempo

Que para alguém é tão simples

Não faz sentido agora

No naufrágio do tempo.

14 de fevereiro de 2011

O titereiro incompassivo


Nem tudo que escrevo aqui é tão eu.
Às vezes parece o meu eu retorcido
Pelo espelho da realidade que enxergo no mundo.
É uma coisa difícil de explicar...

Meu amar enfraquecido,
Meu amar não correspondido,
Meu andar cambaleante
Apesar de sóbrio.

Cambaleio tentando definir
O que sinto e vejo,
Distorcido, derretido
Surreal.

Me perco no psicodelismo da minha alma.
Só procuro definir-me,
Mas quanto mais tentativas
Não consigo entender.

Preciso de salvação
Para meu coração deformado
Exilado na terra da incompreensão,
Sem entender,
Desafinado.

Embaralho-me, dessequenciado,
Para tentar achar apenas um sentido
Para meu eu enfraquecido.
Um titereiro incompassivo
Guiando-me à solidão.
Meu choro por redenção,
Minha fada azul.

Vento da noite


Às vezes você precisa ser durão
Não pode se expor tanto
Tantos sentimentos para os pisarem
Por mais bem intecionados que estejam
Não merecem um real furado seu

Seus sentimentos a flor da pele te enfraquecem
E você só quer fugir
Apagar seu passado e recomeçar

Como entenderão seu forte desejo de viver
Todas as noites são quentes e difíceis de dormir
Quero estar longe daqui
Voar como águia
Durante a noite sentir o vento frio
Em minhas asas

Só sei dizer: não se exponha.
Não! Não deixe te julgarem
Apague todos os sentimentos
E viva

8 de fevereiro de 2011

Um sorriso encantador


Um sorriso encantador

Por mais estranho que eu possa parecer
Amando tanto,
Eu não quero perder isso.
Seria como perder minha alma.
Cuidar de alguém é cuidar de mim.

Amar você
É querer que todos os seus sonhos se realizem,
É fazer uma prece a Deus para te proteger sempre,
Que o sorriso do seu rosto não se apague.
E quando as lágrimas vierem em seu rosto,
Estar ao seu lado para te confortar.

Eu não sou perfeito.
Preciso do seu amor,
Do seu olhar de amor sobre mim,
De Deus a nos amar sempre,
E nós sermos dele.

Nós dois juntos.
Quero cuidar de você,
Estar ao seu lado nos momentos mais felizes,
E nos mais difíceis de atravessar
Ter a força para permanecer ao teu lado.

Deus faça do nosso amor
Um exemplo do Seu.
Não quero que as muitas águas
Apaguem esse amor.

Você não sabe o quanto preciso de você?
Do seu sorriso?
Não sabe quantas lágrimas meu coração pode derramar pela a sua ausência?
Poderia alguém viver sozinho e feliz
Sem uma mão de carinho sobre seu rosto?
Um amor sincero
Capaz de vencer todas as barreiras?

Seria pedir demais sua mão segurar a minha?
Apenas isso.
Seria demais pedir o carinho dela
Quando tudo parece querer desabar sobre mim?
Seria isso uma fraqueza?

Seu sorriso me encanta
E mesmo assim está tão distante de mim agora.

Te amo e quero amar para sempre.
Nós com Jesus Cristo,
Ele conosco.

"Sem mim nada podeis fazer." Jesus

Te vejo no Céu :)


Para quem perde um parente próximo como pai, mãe e irmão sempre é algo muito difícil de atravessar. É uma pessoa que sorriu com a gente, que atravessou momentos difíceis ao nosso lado, tivemos conflitos e os superamos na maioria das vezes.
Quando perdemos alguém fica a marca da ausência, aqui nesta vida não teremos mais as conversas que tínhamos, os momentos bons são marcados agora pela ausência. Nós temos que continuar a caminhada com essa ausência, pode ser difícil, mas temos que continuar. Não podemos ficar ausentes com a ausência daquela pessoa. Temos que ser pessoas presentes em outras vidas que ainda estão aqui. Talvez nós vamos embora antes delas e o que nós deixaremos para elas são memórias lindas que as inspirarão a prosseguir ou apenas nossas tristezas, amarguras? Fiquemos com os sorrisos e que as lágrimas sejam apenas pelo consolo de Deus.
A morte deveria ser uma passagem tão linda quanto a vida. Quando há nascimento nós comemoramos. Gostaria que toda morte não fosse apenas um sinal de sofrimento pela ausência da pessoa, mas sim, lá dentro, no nosso íntimo, uma comemoração por uma vida que valeu muito a pena ser vivida.

Gostaria que Deus nesse momento consolasse a todos que perderam parentes próximos. Deus vê a morte como um sono, alguém que morreu é alguém que dorme, é assim que está escrito na Bíblia Sagrada. Um dia todos nós despertaremos desse sono e reveremos parentes que se foram. Isso na Bíblia se chama a ressurreição do último dia.

Dizem que a esperança é a última que morre. Eu digo que mesmo depois da morte ainda há esperança, pois Jesus Cristo ressuscitou e ele é a esperança e essa não morre nunca mais.

Eu espero que todos nós um dia possamos estar por toda eternidade ao lado daquele que nos criou e nos ama muito.

Eu não sei descrever seu amor, isso deve ser impossível. Tenho esperança nesse amor de que serei feliz sempre, mesmo com a ausência de um parente aqui na Terra, na esperança de reencontrá-lo um dia, ao lado de Cristo e para sempre vivermos com ele.

Deus abençoe a todos.

Isaías 49:15
Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti.

Em memória do meu avô materno Arlindo Antônio de Oliveira, minha tia materna Vercima Pereira Rocha Oliveira, meu avô paterno José Amaral Palmeira, minha avó paterna Maria Francisca Amaral Palmeira e minha tia paterna Berenice Amaral Palmeira.

Te veo en Cielo

29 de setembro de 2010

Retrato de um tempo


Retrato de um tempo 25.09.2010

Hoje formulei milhares de questões na minha mente.
Na verdade, deveriam ser apenas uma dúzia, ou menos...
Mas sempre estou pensando na vida.
Sempre sei que há algo em mim
Que talvez sonhe o outro.

Sonhe o outro melhor?
Capaz de não ter rumo?
Talvez procurar pelo norte
Sem nenhuma referência?

Quem sou eu? O que faço aqui? Porque o universo é tão grande?
Por que não vôo para distante?
Por que me centro tanto em mim?
Talvez um pequeno príncipe solitário
Num asteróide.

Talvez um mendigo na rua
De olhos distantes.
Pessoas passam por minhas vistas,
Vultos!
Meus olhos estão longínquos,
Buscando no horizonte não um futuro,
Mas um passado que não volta mais.
Voltaria?

Uma mão de amigo
Que me ajudasse a viver algo novo.
Tão novo como minhas lembranças?
Quando fiz meus dias antigos
Enrugados?
Curvados?

E eu volto meus olhos
Para o desejo de felicidade,
O desejo da inocência e pureza eterna,
No outro,
Na curiosidade de uma criança.

A inocência se perdeu um dia,
Ela apenas se perdeu,
Sem nenhuma explicação plausível para isso.

E meu poema talvez não seja poema,
Seja uma tentativa,
Uma nova,
De perceber ao menos
O porquê de tudo isso.
E o não porquê,
Para voltar naquele dia,
Tal como um retrato,
Que me mantivesse preso naquele tempo,
Naqueles dias.

Um horizonte perdido.
Por que o acharia?
Por que minhas retinas procurariam por esse mundo?
Para perder a inocência de novo?
Prefiro chorar a perdida,
E me aquietar no fundo do meu coração.
Escondido no vazio,
E entender meu eu.

No fundo do meu coração
Eu sou apenas uma curiosidade infantil.
Não me perturbe mundo!
Ao menos
Não com o seu mal!
Faça-me ver o bem novamente.
Pois meus olhos estão perdidos
E o meu coração dói,
Não desejando mais sua presença...
Ao menos não do seu mal.

14 de junho de 2010

Apanhado por uma forte tempestade


Faz tempo que não escrevo aqui no blog. Muitas vezes eu não sei o que dizer aqui...
Às vezes me decepciono com os sentimentos que se passam no meu interior. Acho que na condição em que vivo, não era para ter esses tipos de sentimentos. Mas que me importa o que as pessoas vão pensar, não posso deixar que o que as pessoas pensam de ruim ao meu respeito dite minha personalidade, dite o rumo da minha vida. Até mesmo que qualquer desesperança dite o rumo dela. Mas por que tudo parece muito difícil em certos momentos?

Às vezes me sinto sem rumo, não tenho bússola para me guiar num oceano vasto e tempestuoso. Preciso apenas achar um escape, quando tudo em que penso é baixar as mãos e me entregar.
Quando um farol brilha em minha direção e meu desespero não me deixa vê-lo.
Onde foi parar os meus exemplos de determinação que me guiavam? Onde foi parar a minha garra? Onde se esconderam as minhas esperanças no meio dessa tempestade?

Tenho ouvido muito alto os meus pensamentos ao ponto de ensurdecer todos os conselhos que tentam me dar?

Um raio de sol ao longe? Não enxergo direito. A tempestade é muito forte sobre o meu rosto.

São Paulo, 14 de junho de 2010.