Quando alguém escreve coisas de sua alma expressando-as num papel, expressando-as num texto, se vê num espelho. Essa é a razão desse blog chamar-se Espelho de Tinta. Deixe um comentário seu e obrigado pela visita.
6 de junho de 2019
Abra meus olhos
22 de janeiro de 2019
Poema torto (22.01.2019)
Vês todos esses juízes
Vestem-se como palhaços
Também há um coro
Desafinado
Cantam cânticos alegres
Como se tivessem embriagados
Tudo é vertigem
Porque, afinal,
O mundo roda
É Pinóquio se divertindo
Na mão do grande titereiro
Achando-se muito livre
Distante de Gepeto
Todo mundo ri
É uma grande atração
O coração bate
Trincando a cada batida
Eu disse, meu poema é torto
Então por que busco rima?
O ritmo nem deveria existir
Ouçam somente o coro de embriagados
E os juízes vestidos de palhaços
13 de outubro de 2018
Utopia
Não quero você em meus ouvidosTodo esse arcabouço
Essa mochila, um fardo pesado para minhas costas
Deixe-me só, com meus sonhos e pesadelos
Se levas bem esse fardo, por que deveria eu sustentá-lo
Vós sois pregadores de palavras estranhas
Sois arautos de uma morte e de várias mortes
Trazeis santos em vossas mentes
De uma religião estranha
Carregada, entranhada de sangue
No entanto dizeis, "paz, paz!"
Torcem a linguagem, chamam "amor"...
No entanto vossos santos, estão encharcados
De sangue, não de martírios
Pois sois santos às avessas
Arautos de igualdade, matais o diferente em nome dela
Dividis a história novamente
Em busca de uma utopia distópica
Avessa à beleza
Reformulais vosso discurso sempre
Sois os pregadores de horizontes mais belos
Do que aqueles que contemplamos
Pois para vós não basta a beleza do mundo
É preciso ser o não lugar, talvez o nada
16 de agosto de 2018
Dias escuros
Da minha alma suja
De desesperanças
De solidão ruim a me atacar
De sonhos sonhados intensamente
Mas quebrados, estilhaçados ao chão
Como taça de cristal que se quebrou
Em mundo que esqueceu de amar
E me vejo esquecendo também
A noite tem chegado
Densa, escura e fria
Como um véu de negro intenso
Em um mundo onde me pergunto
Se um dia foi radiante
Como nos meus dias de juventude
No júri da minha consciência
Para um coração cansado
Busco um nascer de sol
Após ele tanto se por diante dos meus olhos
14 de julho de 2018
Razões do coração
1 de abril de 2018
Bela canção do J. Neto, Nazareno
20 de janeiro de 2018
Ideais
O que mais adoece um coração?
O mais profundo em nosso interior?
As pessoas cobram muito mais
Do que aquilo que podes dar
Escravizam-te nos ideais delas
Quando apenas queres viver
Sobrevoar teus problemas
Olhar de cima a vida como ela é
O verde das florestas
Os animais selvagens e outros pássaros a voar
O homem inventou maquinações
Tolas, para escravizar tão-somente
Seu mais próximo irmão lhe é estranho
Pois inventou ideais, inventou desgraças
E não ergue ninguém, antes com palavras
E mãos pesadas esmaga seus irmãos
Parai ó tiranos do espírito
Atentai ao vosso coração mesmo
Percebei se sois tão belos
Quanto parecem a vós mesmos
Deixai, deixai
Que os espíritos sobrevoem
Para além de seus problemas
Deixai-os viver, como a animais selvagens
Não forçai reinos
De quimeras inalcançáveis
Deixai
Deixai ser...
27 de julho de 2017
Adulto?
Preciso dizer, em algumas linhas,
O que sinto no meu coração,
E chamo isso de poesia.
Mas por que chamo assim?
Talvez, porque nesse meu coração,
Eu tenho a vaidade de ser um poeta
E me iludo com isso.
Mas sei que minha dor é verdadeira,
Sinto a falta de ser pleno,
Cheio de virtudes, talvez...
Mas reconheço que sou um homem vulgar.
Sinto falta de ser,
Da completude da vida,
Da serenidade de uma manhã
De céu azul.
Sinto falta da simplicidade,
Da eternidade da minha infância.
Mas esse eterno passou,
A expectativa pueril pelo novo, se foi.
Me sinto, ainda estando
De certa maneira longe da velhice
Desvanecendo.
Como faço para ter em mim
Aquela ingenuidade perdida?
Pois estou cansado da malícia
Presente nessa minha vida adulta.
3 de dezembro de 2016
Por nada
18 de outubro de 2016
Amor não percebido
Amor não percebido
Amar alguém e não ser percebido
É como ter perdido um navio
Chegado no final da festa
Ter chegado à roda de amigos
Quando todos estão indo embora
Você sempre está perdido
Sem saber o que aconteceu
Perdeu o último trem da noite
A estação completamente vazia
É como uma tempestade
Que te pega desprevenido
E não há abrigo
É um desabrigado em uma noite de frio
O amor não percebido
É um por-do-sol melancólico
Uma noite sem estrelas
Amar assim é como ser
Um palhaço triste
Todos riem de você
Mas despedaçado por dentro
Retira a maquiagem
Apagam-se as luzes
E na solidão se deita
Um amor não percebido
É o cansaço dos ossos
É sempre esperar um dia melhor
Que parece tão distante
São olhos cansados
De lágrimas
Isolai, isolai minha alma
Deixe-me
Deixe-me de canto
Pela sordidez que invadiu minha alma
Deixe-me aqui
Isolado pelos sentimentos de culpa
Que me assolam
Para que atentar para mim?
Alma inquieta por desejos
Existente em um mundo
Impalpável para tudo
Não há carne, não há corpo
Ó contaminação eterna do que foi feito puro
Distorção da vida
Paranóias sempre acrescidas
Em crimes contra inocentes
Gentes sem rostos
Para reconhecer
Desfigurai vosso semelhante
Ó todos os donos do saber e da justiça
Não são vocês os guardiões
De tudo que é justo e puro?
Tens em vossa razão
O salvo conduto
De fazer de vós mesmos
Princípio e fim
Sois vós assim
Como semi deuses
Tão próximos de vosso paraíso
Expulsai do vosso Olimpo então
As almas inquietas
Que como a minha, abatida
Buscam apenas viver
E um coração nessa vida
2 de agosto de 2016
Exílio da alma
Sonhos do passado Se tornam pesadelos do futuro
A frustração espreita nas madrugadas
Sou alguém sem destino
Sem bússola para me guiar
"Confie em Deus", dizem
Mas estou bem longe dele
E não entendo seus pensamentos
Mais altos que os meus
Sou uma alma atormentada
Por tudo o que sou em mim mesmo
Por tudo que tem acontecido
E como acontece
Dores, o mundo está cheio delas
De feridas mal prensadas, mal cuidadas
Estou entre os feridos
E me pedem bandagens que mal tenho pra mim
Acendam ao menos uma fogueira
Para aquecer nessa noite fria e longa
Esses abandonados à própria sorte.
Penitente
Perdido de todas as ilusões que criei para mim
Quem dirá que fiz errado
Queria que todas elas não me acometessem
Mas deve fazer parte da vida
Nos iludir
Minhas pernas um dia fraquejaram
Ao ver alguém que pretendia amar passar
Mais uma ilusão do meu coração
Essa madrugada permanecerei acordado?
Sempre há esse dias
Em que parecem o fim do mundo
Sempre há
Sofrimento
Por alguma razão
Estou distante de tudo e todos
Fechado em mim
Querendo me encolher
Sinto em mim saudade
Que se vai logo
Em um momento
Penitência
A dor infligida na alma
Tristeza intensa
Que assim seja
Embriagado de passado
Que está embriagado nas próprias dores?
Quem diria algo interessante
A quem tanto se desinteressa?
Acha que sua dor difere da dos outros?
Acha sua dor insuportável?
Como tantos suportam?
Queria também saber
Pois busco uma saída
Sem encontrar
Tenho convivido por muito tempo com essas frustrações
Para mim nada mais tem feito sentido
Afinal esses monstros me acompanham
Todo dia, à noite, os engulo
Eles vivem dentro de mim
Assombram-me cada dia
Certamente entenderias não?
Quantas dores no mundo?
Faz sentido?
Quantas dores sem alívio?
Escrevo coisas sem sentido
Procurando um sentido
Que talvez nunca mais exista
E existiu em um passado
Ou me iludo?
Sonhos adormecidos na morte
Minha alma carece de vidaPerdida em alguns anos de vida
Nos momentos que preservo na memória
Momentos belos que escaparam de mim
Talvez minha insensatez
Os tenha feito escapar
Meu egoísmo, ou não
Quem pode medir
As consequências de uma atitude
Tenho tido algumas perdas
E tenho me sentido só
A vida tem passado por meus olhos
Lacrimejantes agora
Que adianta em mim todo esse lamento
Por que viver tão preso ao passado?
Só porque lá sonhei muito alto?
Minha alma está vazia de vida
Vazia de amor
Vazia de sentido e direção
Oh tu que vês tudo do mais alto lugar
Salva-me de mim mesmo
Acho que nem a ti mesmo deixo amar-me
Talvez por isso não mereça amor
Mas essa minha vida tem doído em meu coração
Eu não sei para onde ir
Estou paralisado na vida
Como sonhos envelhecidos
Sonhos cadavéricos
Cheiram mal
Já passaram muitos dias
E não tenho forças para mover essa pedra
Em meu coração
Dóí toda minha alma
E queria adormecer
Sob a chuva
Sob o frio
18 de julho de 2016
Esperança dos tolos
7 de junho de 2016
Idealizações
28 de maio de 2016
Saudades do que não existiu
Que rosto lindo passou por minha vidaQue pensamentos de ternura me enterneceram
Pensamentos que nunca se realizaram
Sonhei alto
Quis voar por sobre as nuvens
Sentir a brisa em meu rosto
O raiar de um novo dia em minha vida
Um dia que trouxesse sorrisos e carinhos
Uma flor no cabelo, um amor que não aconteceu
Hoje sou isso que restou de mim
Todo amor não vivido na minha juventude
Toda a espera que joguei fora
Em um momento de escuridão
A ternura fugiu de mim
Ou fugiu do mundo
Que busco eu ao ver de novo seu rosto
Ao ver-te de novo como eras
Ou como eu imaginava que eras
Busco o que nunca tive
Um amor que tanto reconheci
Mas tão estranho e avesso a mim
E caí, várias vezes
E permaneço caído
Com as asas da imaginação terna cortadas
Assolado pela torrencial chuva de solidão
Sem nada que me aqueça
15 de maio de 2016
Tristezas desse blog
Então eu queria escrever aqui algo como que uma explicação. Não que eu necessite me explicar para alguém, mas a questão que quero abordar é o que escrevo aqui.
Muitas vezes o que eu eu escrevo aqui é muito triste devido ao meu estado de espírito no momento em que eu escrevo. Desde minha adolescência escrevo algumas vezes para desabafar em um momento em que não entendo o que estou passando, são meus questionamentos, minhas dúvidas meus porquês.
Às vezes eu mesmo fico impressionado com o que escrevo de triste, impressionado com a tristeza...
Eu escrevo para exorcizar esses demônios que assolam minha mente, se é que posso chamar de demônios. Calma, não acredito que sou endemoninhado, mas são nuvens escuras que nublam meu pensamento e eu procuro me livrar delas quando escrevo.
Não sei se é mais fácil escrever quando estou triste, quando me decepcionei, quando estou perguntando a respeito de algo que pode me esclarecer.
Gostaria de escrever sobre momentos alegres, poesias alegres. Preciso talvez me educar a isso e deixar um pouco de lado minha melancolia, por mais que isso possa às vezes parecer difícil... Acredite é. Vivo constantemente em conflito comigo e com o mundo e isso, muitas vezes, mais me prejudica que ajuda...
Apesar de tudo isso, ainda penso que estou dentro da normalidade. Afinal, como dizem, "de louco todo mundo tem um pouco."
14 de maio de 2016
Pequenos lutos
Se a tristeza me rodeia de tão perto agora?
Quem sois vós que me julgam por isso
Me julgam por minha alma transparecer
Cada luto, cada desesperança
Só consigo ver almas ao chão duro
Tentando aquecer o pouco de alma que lhes resta
Vês direito o mundo
Vês direitos as guerras
Os lamentos de mães que perderam seus filhos
Como Raquel que não queria ser consolada
Vês com seu olhos as misérias humanas
O quanto estamos presos a ilusões que chamam felicidade
Esperaras tua velhice e falta de forças
Para refletires sobre isso?
Não quero ter esperança
Tenho medo dela
Ou medo de mim
Ou medo dos homens
Estou deprimido, dia após dia
Quero estar sozinho por alguns dias
Dormir e não acordar
Pois todos os dias vejo isso diante de mim
Todos os dias vejo morte e abandono
Todos os dias vejo um pouco de vida
Mas não o suficiente para quebrar
Esse luto que sinto agora.
Sobre ilusões
Por que nos iludem com palavras
Tais como felicidade e amor
Se o homem ao mesmo tempo
Entristece profundamente a alma
Quem sois vós
Homens que falam de esperança
Vês as ruínas das cidades
Atentai bem às ruínas dos homens
Como falareis de felicidade assim?
Falai e erguei lamentos
Pois sois homens
Estais na terra
Que não lhes é favorável
Por mais que pareça
Que pensais de vosso destino
Oh mais frágil das criaturas
Por que sonhais com a grandeza
Se és pequeno
Quão triste está minha alma
Por não ver o amor reinar
Por ver que há ruinas
Cidades arruinadas em meu coração
Não quero ser consolado
Deixai-me na mais profunda escuridão
Não insistais comigo
Não haverá sorriso em meu rosto
Tenho visto todo dia a morte de perto
E me importado
Por isso estou de luto
Deixai-me vós que tudo sabeis
Sobre poesias de belas cachoeiras
Belos vales e montanhas
Deixai-me vós que navegais em mares tranquilos
Meu mar sempre tempestuoso
Desejo profundamente a morte
Pois de morte tenho me cercado
A morte tenho enxergado
Minha melancolia tem se tornada
Pesada a cada dia
Vejo a felicidade como uma ilusão
Que os homens criaram para si
Para tapearem a vida
Que desde o nascimento
Condena-se ao sofrimento
Não celebrai da próxima vez meu aniversário
Celebrai o quanto vivemos
Para chorar
Os lutos contínuos do viver
Haverá um dia feliz na minha vida talvez
Como já houve
Mas não sei se me importarei tanto
Pois cada dia tenho me importado menos.
Ocaso
Não acredito na felicidade
Onde desamparados deitam
Não acredito nas justiças sociais
De um homem egoísta
Não acredito nos homens
E nas mulheres
Que dizem lutar por algo melhor
Por seus semelhantes
Talvez acredite em suas vaidades
Suas vontades de não ver
Que a vida não lhes é favorável
Não reclame se sou duro
Mas não acredito mais na aurora
O ocaso é mais frequente que se imagina
Não acredito na felicidade
De beijos amorosos
Quando há tantos corações partidos
Sois falsos e não reconheceis
Vosso egoísmo
Haveria Deus que nos salve?
Haveria Deus que salvasse-nos
Do nosso egoísmo?
Queria acreditar na felicidade
Mas quanto mais tento acreditar nela
Me frustro
Sejais solidários com a dor
A dor que não se vê
Mas está em todo lugar
A dor e a morte
O luto
A fuga de tudo
Para a solidão
Que é a existência
Que luz nos ilude no céu estrelado
Minha alma se entristece
Deixai-me
Quero me aquecer nesse fogo
Esquecer de mim
Esquecer do mundo
19 de fevereiro de 2016
Quebrantado e perdido
Quantos escritos não começaram assim
Mas essa é a nossa realidade
Não há outro mundo que conheçamos
Eu me pergunto para que serve a verdade
Será que conseguimos viver jogados no mundo
Em completo esquecimento de quem nós somos?
Quem eu sou?
Não há nenhuma lembrança de quem somos
Nem sabemos ao certo o que seremos
Somos antes de essência, para os modernos
Existência
Mas existimos em um tempo e um lugar
Por que esse tempo e lugar?
Por que perguntamos tanto
E simplesmente não vivemos?
Mas parece que de alguma forma, para viver
Precisamos de algo que nos motive
Que seja nosso farol
Em um mundo que muitas vezes
Parece uma tempestade em alto mar
Mas procuramos sempre
Sem nunca achar, um ponto de referência
Um porto onde atracar
Nosso navio tão maltratado
Quantas pessoas não refletiram sobre essa pergunta
Para onde estamos indo
O mais triste é quando nos abandonamos à tempestade
Sem esperança
Joguem-me no mar
Disse um certo Jonas, adormecido na morte
Longe de seu propósito
Que doía em seu coração
Um misto de esquecimento de ser o que se era
Uma confusão por se afastar da luz e ir às trevas
As trevas o abraçaram
Me tirem dessa falta de horizonte
Me tirem do ventre do grande peixe
Laços de morte me atam a uma vida que não quero viver
Tudo sempre parece sem sentido
E então nos colocamos a buscar
Algo que talvez não exista
Mas e se existir
E se eu tiver me desligado da vida
Imaginando estar vivendo-a
Essa pergunta que atormenta a alma
Essas coisas que se emaranham
Em nossas mentes confusas
Jesus me salve de mim mesmo
Das minhas confusões internas
De todas as coisas que não entendo
De tudo tão separado
E estilhaçado em pedaços no chão
Tudo quebrado
O homem quebrado
O coração quebrantado
Quebrante-se no quebrado, no sem conserto
Até o dia que te sintas inteiro
E de novo te sintas
Como se uma peça faltasse
Que tipo de sentimento é esse
Pinóquio fugindo de Gepeto
Querendo apenas ser um menino de verdade
Mas o que é verdade?
Esse sentimento de estar no mundo
Sem propósito
Há quem resolva?
Dizem que basta servir o outro, o semelhante.
Mas há algo sempre cortando profundamente
O coração
Quebrantado sempre
Por não ver luz, por estar nessa tempestade
Como a mãe de Ismael no deserto
Que pelo desespero nada enxergava
Um anjo lhe mostrou um poço de água
Enquanto os dois desfaleciam
Muito mais Ismael, beirando a morte
Que propósito teria seguido Agar?
O que teria preenchido seu coração?
Sei que esse mundo não aponta tantas direções
Enquanto desfalecemos.
9 de outubro de 2015
Bravura
São Paulo, sexta-feira, 09 de outubro de 2015Bravura
A bravura é a soma
Do amor e da coragem
Não quero mais
Deixar-me dominar
Pela covardia
Das desculpas
Da vida não vivida
Sou eu que enfrento
Cada um dos meus medos
Sou eu que quero
Preencher minhas entranhas
De coragem
De amor
A bravura dará as mãos à ternura
Para juntas vencerem
Os fantasmas dos homens
Os monstros fantoches
Eia! Dê um grito no espírito
Para a liberdade
Tão de perto cerceada.
E constantemente calada
Não sois escravos
Sois livres
Hasteai a bandeira
Contra aqueles inimigos
Da liberdade
Em vossa alma aflita
Deixai aquele que saiu vencedor
Para vencer
Proclamar a liberdade
A quem tanto anda cativo
29 de agosto de 2015
Títeres
10 de junho de 2015
Bússola quebrada
Bússola quebradaMe perco a cada dia
Nesse emaranhado de ideias
Que invadem minha mente
Sou um estrangeiro dentro de mim mesmo
Um pântano lodacento
E fico assim perdido
No meio de uma floresta densa e escura
Fria
Mas não usei antes esta metáfora?
Ando pobre de rimas?
Pobre de ritmo?
Triste?
Não sei mais saber
Se estou com Você
Sei que estás comigo
Mas minha alma insiste em se inquietar
Em não achar sossego...
Desconhecido para mim mesmo
Andando em círculos
Em minha mente
Tonto e vertiginoso
Antes fosse uma vertigem
De uma intensa vida
2 de maio de 2015
A razão e a loucura
E resolveu dar as mãos à razão
O que ela de momento assentiu com a cabeça
Por que sendo razão talvez saberia bem guiar a loucura
E as duas caminharam
A razão era cheia de argumentos bons
E de sábios conselhos
A loucura queria apenas bailar
Bailar à luz do luar
Que farei? Indagou a razão
Se ela me deixa feliz
Sou clara como a luz do dia
Mas uma noite de lua cheia
Prateando tudo
Não me evito o encantamento
Estou sobrecarregada de tantos deveres
E a loucura sempre leve
Mas se não sou eu para controlá-la
Logo se desviaria para sua própria ruína
E se não é ela a me convidar para dançar
Meus dias seriam todos cinzas
Nós somos duas companheiras
Que se necessitam
Para que não se desequilibrem
E caiam em ruína no caminho da vida
13 de abril de 2015
Divagações
Deixe eu ser aquilo que ainda não descobri que eu sou
Deixe de lado toda essa bagunça
Pegue um violão e se esqueça do mundo
Sou alguém, que no profundo se esqueceu
E busca se encontrar
Mas não passa de um tolo
Sempre a se esquecer
Que hei de fazer?
16 de fevereiro de 2015
Sem título
...31 de dezembro de 2014
Sem título
Pendurados nas paredes da sua memória?
Trapos
Minhas rimas pobresSão os únicos trapos que carrego comigo
Numa vida tão fria
Difícil de se aquecer
Não tirem de mim
Esses trapos
Preciso me aquecer
Acenda um fogo
Com toda lenha de nossos sonhos
Somos peregrinos de uma terra distante
Exilados em uma terra estranha
Não nos desejam aqui
Não desejam saber quem somos
Nem da nossa busca
Por isso repito
Não tirem de mim
Meus trapos
Minhas pobres rimas
Meus pobres sonhos
Com os quais tento me aquecer
Nessa fria vida
Sem título
O cansaço que se abate em meus ombros
Clamo por aquele que me criou
Para que eu consiga atravessar mais um dia
Atravessar todos os desejos
Puros que me assediam de ansiedades
Sou um homem não um deus
Sou aquele que caminha
Que cruza ruas e vê rostos
Meus pés não sabem tão ao certo
Que caminhos são esses
Apenas caminho
3 de dezembro de 2014
Proibições
Que lhe confronte a aspereza,
Para saber qual é o seu lugar.
Mais radiantes que a aurora.
Que farei com você?
5 de setembro de 2014
Imaginação
ImaginaçãoEu queria escrever o que não sei sobre mim
O que eu não sei sobre o mundo
O que não sei sobre Deus
Apenas para me encontrar
Quero escrever pobre
Porque ninguém tem nada a ver com minha escrita
Minha vida tem ânsia de viver
De saber se guiar
De matar toda ansiedade
Todo pretenso saber que nada sabe
Eu sou aquele que não sabe
Aquele que não quer relógio de pulso
Aquele que nem se importa
Com contagens, somas, tolices criadas
Fantasmas criaram em minha mente
Fantasmas que não quis jamais conhecer
Deixe-me com meus castelos de areia
Deixe que o mar os destrua
Deixe que eu os torne a erguer
Afinal não sou grande
Sou pequeno em mim
Querendo apenas sonhar e construir um mundo
Que habita apenas dentro de mim
Não há razão
Há meu coração
Admiração
E só
O que é tudo
20 de junho de 2014
Dias frios
Dias friosQuando os dias frios chegam e você sente calafrios em sua alma
O tempo anuncia uma chuva fria
Numa noite solitária
Seus olhos cansados apenas vão adiante dos seus pés
Pois você não consegue ver dias melhores
Há um frio tão gélido dentro de você
Uma vontade de fugir para os lugares mais altos
E apenas observar as estrelas
Estar bem longe daqui
Bem longe de você mesmo
Como se foge de si mesmo?
Como encontramos a calidez fraterna de um abraço
Que envolva-nos na ternura?
Será que queremos isso?
Será o que eu quero?
Busco a ternura, a calidez,
Mas quero me castigar
Nessa gelidez, solitário.
Que eu me apaixone por uma estrela fria
E tão solitária
No universo
O que tens solidão
Que me atrai nesse momento?
Solidão gélida em uma suja alma,
Um maltrapilho numa nevasca
Que não se acha digno de ser recebido
No aconchego de uma casa
Próximo a uma lareira.
***
Imagem retirada da Internet
14 de fevereiro de 2014
Porto seguro - 13/02/14 noite
Você ainda pensa em mim?Vem aos teus olhos esse jovem
Que não sabe ao certo o que pensa
O que sente?
Que queria apenas te abraçar forte
E sentir o calor do teu corpo
Repousar a cabeça no seu ombro?
O que vem ao seu coração?
Seria ódio e raiva
Por aquilo que não sou.
Tenha em mente
Passaria a vida ao seu lado
Morreria em mim
Se morresses.
Talvez exagero no que digo
Lembra-te sou um homem perdido
Em um mar tempestuoso de solidão
E talvez meu porto seguro
Fosse teu abraço
E minha cabeça repousada no teu ombro.
13 de fevereiro de 2014
O vencedor leva tudo!
Depois que nossas conversas me distraíram
E eu pude ficar alegre de novo
Só que essa felicidade foi apenas um relance
Uma coisa superficial
Que parecia partir do coração
Agora quem é que ganha
Quem perde
Quem sai com o coração sangrando
Doendo
Que remédio poderia curar uma dor assim
O que é o amor que causa essa dor
Sou um transeunte
Com uma alma em mim
Que não é minha
4 de janeiro de 2014
Disfarces e engano
Aparece do nada
E foge da minha vida em minha confusão
Eu não ligo o mínimo para o que pensam de mim
Quando só tenho vontade de sumir
De sentir a vida em minhas veias
Correndo no fluxo do meu sangue
Ainda que com total risco de vida
Mas o que ofereces é um vinho barato
Da pior espécie
És simulacro para um coração tantas vezes partido
De tanto se partir
Já não acredita que possa ser bem remendado
Por isso pode tirar tudo de mim
Não me importarei
----------
Noite de ficar pensando?
3 de janeiro de 2014
Tolos boêmios
Apenas luzes artificiais
para as estrelas
Achando que cantam para a lua
é uma caricatura mal feita
30 de dezembro de 2013
Apenas viver
Não tenho grandes interpretes dos quais goste
Que quer o rock e quer amar
Que quer Deus e quer viver
Que quer saber esperar
Ora, o que disse Jesus sobre os sábios em dado momento?
“Ocultastes essas coisas aos sábios e entendidos e as revelastes aos pequeninos”
Parábolas como enigmas
Não tenho vontade de ser sábio
Nem vontade de ser tolo
Tenho vontade de ser eu
Tenho vontade de ser filho
De ser amigo
De ser uma ovelha
De ser protegido
Os homens forjam realidades
E as chamam de suas verdades
Quando em tudo estamos perdidos
E eu resolvi atentar a esse farol
Nessa densa e forte tempestade
Sou um estranho a mim
Querendo apenas ser um plebeu
Que ama uma princesa
Posso nesse mundo escolher ser
Escolher ser e ao mesmo tempo ter sido escolhido
Posso escolher não escolher
E entender que fui escolhido
Posso entretanto escolher errar
Mas sempre que me atolo nessa lama
Peço socorro
Apenas vivo
No mundo
E quero conhecer
Apenas para viver em paz
Entender que a vida é fugaz
Que hoje nasce bela como uma flor
E da mesma forma murcha
Entender que não entendo
E apenas viver.
25 de outubro de 2013
Aquieta-te
23 de outubro de 2013
Desvanecente
Lançado na vida e no tempo,
Como quem não acha saída.
Apático, saio e volto a mim mesmo,
A tristeza à porta,
Ansiedade do que não existe ainda,
Perda de tempo.
Expande-se no mar e se perde.
O rio do tempo.
Por que não deixo apenas me perder?
Não entendo as lutas diárias,
Não entendo meu propósito,
O busco sempre,
Há?
Por que não encontro?
Propósito de perda,
Propósito de caos.
Chorar o nada,
Pois o nada é apenas ausência
De algo que não se entende,
Não se vê,
Etéreo, desvanecente
Como o ocaso.
12 de março de 2013
Bem-aventurados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericórdia;
Mateus 5:7
Sede, pois, misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; soltai, e soltar-vos-ão.
Dai, e ser-vos-á dado; boa medida, recalcada, sacudida e transbordando, vos deitarão no vosso regaço; porque com a mesma medida com que medirdes também vos medirão de novo.
Lucas 6:36-38
8 de agosto de 2012
O cabra macho... :)
"Nos últimos anos, eu me esforço para permitir que o
amor sincero e inteligente me guie, e ao fazer isso, tenho chegado a algumas
conclusões bem intensas para a minha vida. Eu compreendi que eu não tenho o
direito de pedir o coração e a afeição de uma garota se eu não estiver pronto
para um compromisso por toda a vida. Até que possa fazê-lo, eu apenas estaria
usando aquela mulher para atender às minhas necessidades imediatas e não
procurando abençoá-la a longo prazo. Será que eu gostaria de ter uma namorada
neste momento? É óbvio! Mas com o que tenho aprendido ao buscar a vontade de
Deus para a minha vida, eu sei que um namoro agora não seria o melhor para mim
nem para a garota com quem eu iria namorar. Desta forma, ao evitar um romance
antes que Deus me diga que estou pronto para tal, eu posso ser mais útil para
as garotas como um amigo, e permaneço livre para manter o foco no Senhor."
Joshua HarrisFrases relacionadas:
"Tudo o que não é eterno, é eternamente inútil". C.S. Lewis
1 de agosto de 2012
XÔ LEGALISMO

Escrevi esse textinho como um desabafo e estou aberto a críticas, pois não sou o dono da verdade...
18 de julho de 2012
Institucionalizado
É como se colocassem em você uma armadura pesada,
Assim como Saul fez com Davi quando esse iria lutar.
Mal conseguia se mover.
Ele era bom lutador, mas com o corpo livre,
Com um estilingue em suas mãos.
A institucionalização desnaturaliza aquilo que é natural,
Complica o simples.
Logo o simples perde a graça,
É como a mulher que é bela, mas exagera na maquiagem.
Institucionalizam tudo, rotulam tudo, maquiam tudo.
Logo, tudo se torna sem sal, insípido.
Para que serve?
Institucionalizamos o mundo em cidades de grandes,
Institucionalizada a pobreza e as esmolas,
As guerras e a paz.
Não sabemos amar, então instituímos regras.
Institucionalizado o medo e a coragem.
Somos seres de edifícios, quadrados, cinzas...
Seres de arranha-céus.
Somos seres que se desinstitucionalizam finalmente,
Mas quando ruem, quando desmoronam,
Quando choram.
12 de junho de 2012
Dia dos namorados
Que sentem ausência.
8 de junho de 2012
Tarde...
21 de abril de 2012
Caos na ordem
Sou muito feliz quando sou eu mesmo,
Muito feliz quando aceito todos os acasos,
Quando não tenho seguranças,
Posso viver sem medo do amanhã.
Sou sempre uma borboleta na vida,
Não existe nenhuma simetria no meu vôo,
Ele sempre é caótico.
Sou livre por que aceito que não controlo tudo,
Que tudo pode ser imprevisível,
E não prever nada é o que quero.
Nenhuma cobrança excessiva sobre mim.
Por que entendi que não sou,
Nem quero ser,
Perfeito.
Quero ser caótico,
E no caótico encontrar enfim minha ordem,
Que não é ordem simétrica,
É sempre assimétrica, cresce onde há luz do sol,
Espalha suas raízes pela terra,
Sempre na assimetria tão ordenada,
Viçosa, caótica, que apenas existe.
5 de abril de 2012
Arranha-céus

Tento compreender o que acontece dentro de mim.
Sempre um duelo, sempre uma luta sem fim,
Sempre algo novo a fazer.
Uma esperança e uma desesperança.
Quero sumir no primeiro navio que partir
E assim tentar vida nova,
Estou há tanto tempo distante do mar.
Onde está a voz do mar? Onde estão as vozes da natureza?
Todas se calam.
Todas de tão abafadas e sufocadas desaparecem na cidade grande.
Tudo é cinza e opaco,
Não há beleza.
Há o nojo. Há a ansiedade.
*
Todos nós, distantes do carinho necessário,
Todos nós imunes ao amor.
Por conseqüência, o que é belo passa diante dos nossos olhos
E simplesmente não notamos.
Sempre na clausura da escuridão
Sempre esse carrasco que me apunhala no peito
E a dor é intensa,
Sufoca. Presença de ausência
É sempre assim...
A imagem recorrente
Para lembrar sua prisão.
9 de fevereiro de 2012
O mundo em que a gente vive

Como é esse mundo em que vivemos? Um mundo que se tornou de poucos privilegiados enquanto uma massa enorme vive opressa. Idosos em filas da previdência social, mães chegando em hospitais tendo de assistir a seus filhos sofrendo com algum problema de saúde e não poder fazer nada, a não ser esperar e esperar, indefinidamente.
As pessoas só podem estar cauterizadas em suas consciências, não é possível. Como um presidente de uma nação permite que seu povo sofra para ajudar a outro povo que não é de sua nacionalidade? O correto não seria primeiro arrumar a própria casa, ainda mais sendo essa casa pobre?
A cauterização da consciência só pode ser a resposta para a falta de empatia para com o próximo.
As pessoas morrem todos os dias ao nosso redor, e nós só pensamos em explorá-las, em ver no que elas podem ser úteis para nós, depois as descartamos como se fossem lixo. E há pessoas que não precisam mais ser descartadas, já vivem no próprio lixo.
Mas quem realmente se importa com o semelhante? Quem realmente atenta para o sofrimento alheio? Parece que a única coisa que temos alheio a nós mesmos somos nós. Pois que celebrem todos esses antolhos então. Sejam todos esporeados por seus egoísmos e morram sempre como velhos solitários.
Mas tudo isso será sempre bater na mesma tecla, não é mesmo?




















.jpg)

