14 de junho de 2010

Apanhado por uma forte tempestade


Faz tempo que não escrevo aqui no blog. Muitas vezes eu não sei o que dizer aqui...
Às vezes me decepciono com os sentimentos que se passam no meu interior. Acho que na condição em que vivo, não era para ter esses tipos de sentimentos. Mas que me importa o que as pessoas vão pensar, não posso deixar que o que as pessoas pensam de ruim ao meu respeito dite minha personalidade, dite o rumo da minha vida. Até mesmo que qualquer desesperança dite o rumo dela. Mas por que tudo parece muito difícil em certos momentos?

Às vezes me sinto sem rumo, não tenho bússola para me guiar num oceano vasto e tempestuoso. Preciso apenas achar um escape, quando tudo em que penso é baixar as mãos e me entregar.
Quando um farol brilha em minha direção e meu desespero não me deixa vê-lo.
Onde foi parar os meus exemplos de determinação que me guiavam? Onde foi parar a minha garra? Onde se esconderam as minhas esperanças no meio dessa tempestade?

Tenho ouvido muito alto os meus pensamentos ao ponto de ensurdecer todos os conselhos que tentam me dar?

Um raio de sol ao longe? Não enxergo direito. A tempestade é muito forte sobre o meu rosto.

São Paulo, 14 de junho de 2010.

2 de maio de 2010

Quando não se pode sentir amor...


Eu me perderia facilmente? O que me guia é a luz do amor que quero viver e uma esperança que coloco em Jesus Cristo. Jesus Cristo é um parâmetro para saber quando sou egoísta ou quando estou amando, ou ainda, quando estou confuso.
Eu tenho refletido muito sobre as coisas que me rodeiam. Acho que nossos neurônios fazem inúmeras conexões por segundo em nossos cérebros. Seria demais eu pensar demais?
Eu não sei o que é o amor. Queria realmente saber. As pessoas interpretam de forma errada os sentimentos, ou até mesmo da forma certa; porque diante de 7 bilhões de pessoas, poderia haver imperativos? Para o amor há imperativos?

Quero colocar hoje neste blog um trecho sobre o personagem Tomas do romance A Insustentável leveza do ser.

Gostaria que se você tiver um tempinho, leia e reflita e depois deixe um comentário, por favor. Obrigado.
**

"Sentiu então um amor inexplicável por essa rapariga que mal conhecia. Parecia‑lhe uma criança que alguém pusera numa cesta untada com pez e abandonara às águas de um rio para ele recolher na margem da sua cama.
Ficou uma semana em casa dele e, depois, uma vez curada, voltou para a cidade onde morava, a duzentos quilômetros de Praga. E é aqui que se situa o momento de que falei há pouco e onde vejo a chave da vida de Tomas: está de pé à janela a olhar fixamente para o prédio em frente do outro lado do pátio, e reflete: “Deve‑lhe propor que venha instalar‑se em Praga? É uma responsabilidade que o apavora. Se a convida agora a vir passar uns dias a sua casa, ela virá imediatamente oferecer‑lhe a vida inteira”.
Ou deve renunciar? Nesse caso, Tereza continuará a ser criada numa cervejaria daquele buraco de província e nunca mais a verá.
Quer que ela venha ter consigo ou não?
Olha para o pátio, tem os olhos fixos no prédio em frente e procura uma resposta.
Volta, ainda e sempre, à imagem daquela mulher deitada no seu divã; nunca conhecera ninguém assim. Não era nem uma amante nem uma esposa. Era uma criança que tirara de uma cesta untada com pez e que pousara na margem da sua cama. Ela adormecera. Ajoelhou‑se ao seu lado. O hálito febril acelerou‑se e ouviu um leve gemido. Encostou o rosto ao dela e soprou algumas palavras de repouso para dentro do seu sono. Um instante depois, pareceu‑lhe que a respiração de Tereza se acalmava e que o seu rosto se levantava maquinalmente em direção ao dele. Cheirava‑lhe nos lábios o cheiro um pouco acre da febre e aspirava‑o como se se quisesse impregnar da intimidade do seu corpo. Pôs‑se então a pensar que Tereza já lá morava em casa há muitos anos e que estava moribunda. De repente, tornou‑se‑lhe evidente que não sobreviveria à sua morte. Deitar‑se‑ia a seu lado para morrer também. Escondeu o rosto contra o dela na almofada e assim ficou por longo tempo.
Neste momento, está de pé à janela e invoca esse instante. O que seria que assim se dava a conhecer senão o amor?
Mas o amor era isso? Tinha‑se convencido de que queria morrer ao lado dela, e este sentimento era manifestamente excessivo: se era só a segunda vez que a via! Não seria antes a reação histérica de um homem que, ao aperceber‑se, no seu foro íntimo, da sua incapacidade para amar, começava a representar para si próprio a comédia do amor? Ao mesmo tempo, o seu subconsciente era de tal modo covarde que escolhia para essa comédia uma pobre criada de província que não tinha praticamente hipótese nenhuma de entrar na sua vida!
Olhava para as paredes sujas do pátio e percebia que não sabia se aquilo era histeria ou amor.
E, numa situação em que qualquer homem a sério saberia imediatamente como agir, censurava‑se intimamente por hesitar e por assim privar o momento mais belo da sua vida (ajoelhado à cabeceira da rapariga, convencido de que não sobreviveria à sua morte) de todo e qualquer significado.
Censurava‑se intimamente, mas acabou por pensar que, no fundo, não se saber o que se deve querer é normal:
“Nunca se pode saber o que se deve querer porque só se tem uma vida que não pode ser comparada com vidas anteriores nem retificada em vidas posteriores”.
É melhor ficar com Tereza ou ficar sozinho?
Não há forma nenhuma de se verificar qual das decisões é melhor porque não há comparação possível. Tudo se vive imediatamente pela primeira vez sem preparação. Como se um ator entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que vale a vida se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É o que faz com que a vida pareça sempre um esquisso. Mas nem mesmo ''esquisso'' é a palavra certa, porque um esquisso é sempre o esboço de alguma coisa, a preparação de um quadro, enquanto o esquisso que a nossa vida é, não é esquisso de nada, é um esboço sem quadro.
Tomas repete em silêncio o provérbio alemão, einmal isr keinmal, uma vez não conta, uma vez é nunca. Não poder viver senão uma vida é pura e simplesmente como não viver."

19 de fevereiro de 2010

Por que gostei de “Onde vivem os Monstros”?


Primeiro de tudo eu vi o trailler no cinema, não lembro que filme fui assistir, aí disse: “esse aí vou assistir”. Será que o “Legendary Pictures” me chamou a atenção? Não sei.
Aí comecei a caça por um cinema para assistir o filme. Cinemark? Necas! Não tinha o filme. Seria um filme “Cult”? Enfim, baixei da net.
O legal de tudo foi quando comecei a assistir ao filme, aquela musiquinha com o Max cantando: “Tchuru tchu tchu tchururu... e as pixações arcaicas nos logos de propaganda dos estúdios realizadores do filme. Sei lá, mas me dá uma nostalgia da infância gostosa de sentir.
Lá está o Max um menininho com uns 10 anos, ele chama a irmã para ver o iglu que ele tinha acabado de fazer com neve, mas a irmã não dá muito bola, a Claire já 'tá crescidinha para essas coisas. “Vai brincar com seus amigos Max!”
O que fazer? Max é um garoto típico que só quer viver uma aventura, cuja imaginação pode muito bem tirá-lo da vida real e levá-lo a uma viagem maravilhosa. Já pensou em como nossa mente na infância podia criar os cenários mais fantásticos e torná-los reais muito mais que a própria realidade?
E olha o Max não tava chapado. Apenas um garoto num mundo de adultos demais para lembrarem que um dia foram crianças talvez.
Onde vivem os monstros? Eles vivem dentro de nós, é o nosso lado selvagem, explorador, nossa vontade intensa de viver, nossa incompreensão. Max se torna rei de um mundo maravilhoso que infelizmente, em um momento, ele tem que deixar.
É Max, mas nunca, nunca se esqueça que você esteve lá, e que foi divertido demais.

Porta-retrato


Havia um garoto
Sozinho, caminhando, olhando para o chão,
Pensando no que era o carinho,
Já que o carinho havia se distanciado dele.
Ele o via claro,
Mas a mente não entendia,
O que ela não entendia?
*
Justificava-se a ausência do carinho?
Onde ele foi morar?
A solidão se aproximou,
De um garoto que apenas caminhava,
A solidão quis morar perto de sua casa,
Quis ser sua vizinha.
*
O garoto apenas tinha uma lembrança:
Onde está o carinho que passou por aqui?
Que me confortou?
Que parecia ser tão companheiro,
Anunciando a chegada do amor?
*

25 de outubro de 2009

Motivação: Qual é a sua em servir a Deus?

Bom... Eu pretendo escrever sobre algo aqui que possa vir a chocar alguém ou alguém ficar triste comigo, ou talvez não, disso eu não sei; apenas acredito que o tema mereça ser tratado aqui.

Hoje em dia há nas igrejas uma vontade imensa de pregar o evangelho e isso é o que Jesus mandou fazer. Eu mesmo já realizei isso em praça, o que foi bom para mim. Sempre quis que alguém pudesse se alegrar em Deus pelas coisas que ele faz, como está escrito no antigo e novo testamentos.

Não me arrependo das coisas que eu tenha feito na igreja, mas também não fui ingênuo o bastante para olhar apenas para o lado bom das coisas, atentei para aquilo que talvez eu não deveria atentar. Ou deveria?

Passei a ver a igreja como instituição religiosa, que às vezes realiza a obra do Espírito Santo, quando age de forma simples e conforme a fé na Palavra. Mas quando começa a inventar termos, coisas para realizarmos que não se encontram na Bíblia Sagrada, passa agir conforme os cristãos judaizantes, se é que posso chamá-los cristãos, da igreja da Galácia no começo da igreja cristã.

Se você ler o livro de Gálatas, no novo testamento, você verá o Apóstolo Paulo indignado com a burrice, se é que posso usar esse termo, dos gálatas. Eles trocaram a Palavra de Deus e a fé pura e simples que os salvou, o amor de Jesus que diz que seu fardo é leve e o seu jugo é suave, por rituais grosseiros, como se circuncidar.

A circuncisão era um ato realizado no antigo testamento que consistia em cortar a pele do prepúcio do homem como sinal de aliança com Deus, mas agora estavam realizando esse ritual no novo testamento, ou seja, Jesus mesmo havia dito que o sangue dele era o do novo testamento, era da nova aliança. Por que então eles queriam voltar às antigas práticas do antigo testamento, da antiga aliança? Assim eles estavam deixando Jesus e o sacrifício dele, eles estavam caindo da graça como Paulo havia dito na carta para eles.

Não estou indo mais à igreja, ao menos não como um ritual, todo domingo (não que isso seja errado, é errado como ritual vazio apenas), não estou feliz em “servir a Deus” em um templo onde as coisas possam se tornar um ritual, mandamentos de homens. Jesus dizia no novo testamento, citando Isaías, "esse povo em vão me adora ensinando mandamentos que são mandamentos de homens."

Cansei de ver invencionices em igrejas, e já vi bastante. Em vez de pregarem o evangelho puro e simples, a essência dele, inventam coisas usando textos do antigo testamento e até mesmo do novo, esquecendo da inspiração divina da escritura, ensinando a letra.

Jesus veio para nos ensinar e nos salvar, mas nada do que ele ensina é pesado, o que é pesado são ensinamentos de homens, imposição religiosa. Confira na Bíblia, Jesus disse que quem fosse até ele acharia descanso:

Mateus 11:28 - 30 Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve.

Algumas pessoas inventaram tantas coisas que quem vai a igreja pode sair de lá se sentindo mais culpado, por ouvir sobre mandamentos humanos, do que se sentir aliviado por ouvir falar de Jesus. =/

22 de outubro de 2009

E-mail enviado por amigo de uma letra do Detonautas, o que interpretei... =/

2009/9/16 J.Henrique <rapgospel@gmail.com>
Trecho da musica ensaio sobre a cegueira - Detonautas

veja e analise o texto abaixo. o que você interpleta (é interpreta, você tá míope hehe)

Jovens sem nenhuma utopia
é... sempre arrumam uma forma de matar nossa utopia, quando temos sonhos ou somos utópicos nos rotulam de loucos
Caminham tensos pelas ruas de suas casas velhas
há inúmeras interpretaçõs de uma poesia... aqui fala sobre se conformar, estar dentro de uma casa e não saber o que acontece... mostra um sentimento de solidão, impotência
Sem nenhuma luz, sem nenhuma luz de Fernando Pessoa
Não há luz, saída, alguma coisa em que jovens possam confiar... se agarrar... Há referência a uma poesia de F.Pessoa
Fechados nas sexuais telas da impotência
Televisão, Internet, referência à mídia ruim, alienadora
Se masturbam contemplando corpos em decomposição!
Decomposição, deterioração, todos nós desde que nascemos sabemos que iremos morrer, mas deixamos que nossos sentidos se embotem antes do tempo. Nos tornamos velhos e prontos para nossa morte ainda jovens.
Morte da minha fé,
Diante daquilo que se vê e desesperança?
Onde estavam o beija-flor e o arco-íris
Na hora do nascimento dessas criaturas
Não há beleza no momento do nascimento... (havia beleza, mas ela sumiu)
Quantas gotas de flor restam nos corredores dos céus
De vossas bocas.
Não há gosto na vida
Quais fontes clamam por vossos nomes?
Não há quem se interesse por eles, é um diálogo, pretende chamar a atenção despertar alguém de um sono.
Eu entrando na virtuosa idade
E eles entrando em idade nenhuma.
Talvez ele esteja saindo da alienação, os outros continuam alienados, passivos, conformados com suas costumeiras casas velhas, ruas, lugares por onde passam...
Os filhos da morte burra
Cheiram o branco pó da anemia
Anemia, apatia, morte, estado de estagnação, entregue a decomposição, estão como zumbis pois mortos cheiram o branco pó da anemia, são apáticos como zumbis...
Esqueceram que um dia tocaram na poesia da
Transgressão em pleno ventre de suas esquecidas mães
Pureza, no ventre ainda há o desconhecimento, ainda há como explorar, remetendo-se à mais primitiva forma de conhecimento para procurar entender onde o interlocutor se esqueceu de procurar um sentido para sua vida que já vai esvaindo-se.
Esqueceram de colar o ouvido ao chão
Para ouvir as ternas batidas do coração das borboletas.
Alienação da natureza, da vida, já que somos parte da natureza, somos parte dela viva se nos separamos dela nos tornamos apáticos, por que não há como separar uma coisa viva de um organismo vivo sem que essa coisa se deteriore, pois faz parte de um organismo vivo, fora dele não há vida.
Os filhos da morte burra
Se ele afirma haver uma morte burra, há uma morte inteligente. Esse tipo de morte seria um tipo de morte alienada da vida.
Jamais levantam uma folha para conhecer o amor (labor) dos incertos
Mais uma vez o conformismo e apatia. Conhecer o amor dos incertos, pode ser um isolamento do mundo e das pessoas que são incertas mas nelas não há apatia, por isso também nos incertos há amor. Na certeza não há como haver conhecimento, pois quando se está certo de algo, quando não há questionamento aí sim há alienação e ignorância. "Só sei que nada sei." disse o famoso filósofo Sócrates
Jamais erguem taças ao luar para brindar a
Vigorosa lua
Vigor: Mais uma vez a referência à vida. Vigor é vida é contrário à apatia.
Os filhos da morte burra,
Desconhecem ou jamais ouviram falar em iluminação
Iluminação: Conhecimento. Lembrar-se por exemplo do sentido da época do Iluminismo. Lembrar-se do Mito da Caverna de Platão: http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna
Apenas abrem a boca para vomitar
Só vomita quem se intoxica. Do que se alimentam? Do que não presta. Por que só abrem a boca para vomitar? Morto não fala.
Para mim, José Roberto, o trecho fala sobre a alienação de toda a juventude. Que não encontra outra coisa para a vida, a não ser o que os outros lhe oferecem, comem na mão dos outros.
Acreditam nas sombras da caverna de Platão. Estão presos e encubados na Matrix sem se darem conta disso (apenas usando o filme pois ele se utiliza do Mito da Caverna).
Neo: Meus olhos doem.
Morpheus: É por que você nunca viu a luz.

11 de maio de 2009

Mercado da vida


Eu sou alguém num mundo que se tornou desconhecido.
Tudo ao meu redor é artificial,
E busco uma saída que não encontro.
Tudo está devidamente embalado e pronto para ser exibido,
Nas prateleiras do grande mercado da vida.
As paredes são cinzas,
As lâmpadas querem imitar o luar,
E a vida é pouca, muito pouca,
E feita de porques e questões mal-respondidas,
De ódios encobertos em provocações tolas.

Há sempre um invólucro para todas coisas
E nada que nos resgate desse fosso de solidão que criamos.
Somos seres sem contatos querendo contato,
Mas estamos num invólucro muito difícil de abrir.

Não é meu desejo pregar um conhecimento que não possuo,
É meu desejo sim chorar.
Nenhum anjo torto me disse
Para ir ser gauche na vida,
Nada me disse nada.

Aprendi a enxergar um contato de carinho
Do qual a cada dia me distancio,
Fechado nessa embalagem
No mercado da vida.

Fechemos e tranquemos todas nossas casas,
Levantemos os vidros dos nossos carros,
Estejamos sentados atrás das mesas
Enquanto nosso terapeuta nos ouve.
Estejamos todos a nos confessar
Para as paredes,
Para as telas que nos separam.

Não há carinho, não há abrigo,
Não há cama, há cimento,
Há frio, encolham-se todos em seus pequenos mundos
Para procurarem se aquecer.

Nada vai satisfazer a fome que temos de justiça,
Nada vai satisfazer ninguém!
Por mais que se construam homenagens em bustos,
É o pó da terra que as conhecem bem.
Então todas as vidas que se separam,
São um canto de tristeza.

Há alegria na vida sim,
Mas há tristeza.
Dentro do concreto em que estamos
Criamos paraísos distante de nós.
E são poucos que usufruem do manjar dos deuses,
deuses também de pedra.
O homem tranformou a beleza da natureza
Em coisas inúteis,
Incompreensíveis.
Quando tudo se torna incompreensível
Você pode chegar à conclusão,
Que se perdeu em sua mente,
E que só uma coisa pode te resgatar,
Um carinho.
Por que nos distanciamos
Atrás de uma entidade que criamos?
Olhamos para o céu,
E esquecemos de dar carinho.
Somos invólucros bem lacrados,
Comercializados no mercado da vida que criamos.
****
Imagem retirada de: http://colarfazbem.blogspot.com/2008/05/mercado-da-vida.html
Imagem de Aline Fonseca

10 de maio de 2009

A esperança do músico ... orfão, menino ...


Cada palavra que eu disse
Eu esconderei em meu coração
Disfarçarei cada uma
Como se nunca tivesse acontecido
Exatamente nada do que eu disse

Então pintarei um quadro
Um lago, eu e alguém
Sem rosto
Vai ficar ali
Até que um dia
As cores sequem
E cada vez se aproxime da realidade

Minhas lágrimas
Nenhuma foi em vão
Agora sei que tudo o que sonhei
Vai se tornar uma realidade
Sem fim

Meu coração saltará de alegria
Por que cada sonho de amor que sonhei
Se tornará uma realidade
Uma realidade feliz onde eu possa mais que ser feliz
Possa transformar tudo ao meu redor
Com a música que componho
Que não é minha
É de um professor
Meu amigo que me mudou
Que me mudará
Com a música ensinada
Para minha alma.

30 de abril de 2009

Homem só - Melissa


Homem Só
Melissa
Composição: Melissa

Só mesmo quem já sofreu
Na vida se perdeu
Procurando o seu motivo
Pra viver tentando se acertar
Poderá compreender
O que eu quero dizer

Não, não adianta ter
Do mundo o saber
Se na hora "H" a gente quer correr
Mesmo sem direção nesses momentos
Quem comanda é o coração

E o homem se sente só
Querendo pela razão
Encontrar a qualquer preço explicação
Pra coisas que não se vê e se nega compreender
Que a felicidade é mais do que se pode ver...
(Do que se vê)

Banda Tempus


Não Posso Viver Sem Jesus
(Marcelinho)

Como as águias voam sobre o montes,
Como o sol que brilha no horizonte,
É assim o meu amor por Ti, oh Deus.

Nas estrelas vejo tuas mãos,
E no vento ouço a tua voz.
Vou pra sempre Te adorar,
Em meus lábios teu louvor eu vou cantar...

Sem tua presença eu não posso viver
Minha alegria vem do teu poder.
Nada me vai separar, nem me fazer desistir.
Minha vida é sempre tua.

Tua glória resplandece o meu ser.
Tudo o que faço só faço por você.
Nada me vai separar, nem me fazer desistir.
Minha vida é sempre tua meu Senhor
Meu Senhor...

21 de abril de 2009

Cativo de um sorriso


Eu só queria que você soubesse
Que teu sorriso é lindo
Que ele quase desfalece meu coração
É difícil olhar em teus olhos
Mas é muito bom te admirar
Enquanto sorri

Minha vida procura um refúgio
De um olhar de amor
De um sorriso que é tão belo
Como o nascer do sol

Você não imagina
Que me apaixonei
Por te reparar
Não por te conhecer

Então me precipitei
Por que meu coração pedia o teu sorriso
Mas não sabia conquistá-lo
Só queria que você soubesse
Que é linda
Seu cabelo é lindo
E você tem um mistério
O sorriso mais bonito

Não sei mais o que escrever para você
Por quem me apaixonei
Apenas oro para Deus
Para ele entender meu sentimento
E que eu possa te amar como Ele te ama
Quero cuidar de você
Quero que você cuide de mim
Jesus nos una em amor
E sejamos felizes

Sonho distante meu
sonho tão distante de mim
Senhor me aproxime do calor do amor
Para que nesse frio, vazio
Eu não morra
Sozinho
Hipotérmico

29 de março de 2009

O que aprender? Quem ensinará?


Num olhar de uma criança talvez a resposta a todos meus questionamentos.

Só para lembrar: "Tem que nascer, nascer de novo. Se tornar como uma criança. Não adianta sacrifício, se Jesus já fez por nós."
Letra de uma música de uma banda antiga chamada Armagedom...

Jesus certa vez disse que se não nos tornarmos humildes como crianças não podemos entrar no Reino de Deus. Acho que isso é o que tem sido mais difícil para mim, principalmente nos últimos dias.
Tornar-se como uma criança é se tornar uma página branca é ter ouvidos atentos para o aprendizado não-questionado. Não questionávamos professores ou pais quando nos ensinavam sobre a vida quando éramos muito pequenos.
Depois crescemos, encontramos um mundo contraditório e muitas vezes querendo questioná-lo nos unímos a ele.
Invejo as crianças. Elas não precisam pensar em quem são, digo isso no sentido da identidade delas. Para elas o tempo parece não fazer qualquer diferença. Queria que meus dias fossem assim.

É, parece que sou complicado mesmo.
Lembro que certa vez escrevi no perfil do orkut que sou um quebra-cabeça de 50.000 peças... Que ironia...

Eu tenho tempo para pensar agora, meu estômago está cheio...

Há alguém que não tem o que pensar agora, a não ser na sobrevivência.

Queria voltar a ser criança.

Mas os adultos atrapalham? A minha "maturidade" me atrapalha?

Um olhar de criança me faz pensar...

Tudo se embaralha na minha mente e faz mentir para mim o que acaba sendo a realidade... de tudo que espero um dia acabar!!!

Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é o que não pode ser
Que não é!

15 de março de 2009

* Anotação (não esqueça) 15 de março de 2009 *


No colo de Jesus Cristo trazido por alguém muito especial para mim, na minha infância.
Um sonho realizado, pequenino... o amor verdadeiro a reinar, amor que não busca seus próprios interesses.
E um dia que é semelhante a um louvor que quero viver. Tudo isso em apenas um pedido.

A glória pertence a Deus que enviou seu Filho para salvar o mundo. João 3:16,17

Jeremias 31:31 Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá.
32 Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR.
33 Mas esta é a aliança que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o SENHOR: Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.

14 de março de 2009

Um títere



Se é a tua vontade levar embora todos meus sonhos
Como um forte vendaval, um furacão a arrastar
Devastar tudo que era meu
Leve!

Já não me importo comigo
Quando a mágoa atravessa minhas entranhas
Como um lâmina afiada

Riem-se do quê?
Quando o titereiro tem tudo em sua mão
Riem do quê?
A mão que manipula
Manipula os risos

Os sonhos são tirados pela não-razão
Todos eles são levados pela minha fuga
Para descobrir um mundo
Onde bonecos apodrecem
Na mão do titereiro

Que importam as regras
Quando as cordas passam a me sufocar
São sórdidas
E da exploração se orgulham
Fazem parte do instrumento mais belo
Para o titereiro

Todos riem
De um títere
Quando ele chora
Faz parte de todo espetáculo
Todo
**
O vídeo é uma contraposição. Eu gostei da idéia e a idéia bate com a música...

8 de março de 2009

Quando minha tristeza incomodar


Todas as lágrimas que deixo cair
São frutos da minha dúvida
De duvidar que Você pode cuidar de mim
Eu queria poder ver, nem que fosse por relance
O trailler do filme da minha vida
Para ver se vale a pena assistí-lo
Comprar o ingresso
E não deixar o cinema por que algo não me agradou

Toda minha solidão de agora
É fruto do meu egoísmo
Mas não consigo enxergar só isso
Há algo que não entendo
Dos esforços que fiz
Do desejo forte da pureza
Naquilo que por anos desejo

Não me olhe
Não me veja
Deixe que a escuridão me cerque
Até que eu chore toda minha dor
Quem sabe o dia de amanhã será mais alegre
E essa alegria prometa ficar
Apesar dos dias aflitivos
E a angústia não insista tanto em querer ficar
E fazer doer meu coração

Cada dia é um novo dia
Que o meu comece agora

Se minha tristeza te incomodar
Deixe ao menos eu estar comigo mesmo
Não me olhe
Não me veja
Até que o dia amanheça

7 de março de 2009

Poema sem título



17 de janeiro de 2005


Quero ver mais da tua face
Mais do teu sorriso
Quero me perder mais em teu olhar
Deitar no teu colo
E sentir o afagar de tuas mãos
Em meu rosto, em meu cabelo

Quero estar próximo deste amor
Aliviar-me de tão aflita esperança
Só a alegria de tê-la em meus pensamentos
E saber que existes
Pode acalmar meu coração

Sou um rapaz
Que busca o teu olhar
Que deseja lutar com toda hombridade
Para ter a ti, o teu abraço
Deitarmos no seio da felicidade

Às vezes tenho receio
De não ser correspondido em meus sentimentos
E é todo meu anseio
Que Deus aprove o meu amor por ti
Que seja para sempre
Que os nossos corações se amem
E que Deus nos ame
E seja nosso amigo

É como o ar que respiro
Ter o amor de Deus
Revelado também em tua face
Saber que Deus me amou
Revelando para mim
todo brilho de teus olhos

Minha princesinha
Saiba que és minha maior inspiração
A fonte de amor a jorrar
Água tão límpida
Que nunca vi igual
Em toda minha vida

Quero contigo
Ser um jardim fechado
Onde Deus cultive
Cada sonho
E admire
O nosso amor.

23 de novembro de 2008

Eu te receberei de volta

I'll take you back - Jeremy Camp

Nesse clípe, se você reparar, tem a ver com a história do filho pródigo, relatada por Jesus em Lucas 15. É uma parábola que exemplifica no que atitudes pessoais imaturas, como o distanciamento de um filho de seu pai, podem resultar. Jesus falava ali em parábolas do nosso relacionamento com Deus. O distanciamento de Deus pode trazer resultados negativos para nossa vida. Às vezes resultados tão negativos que podem perdurar por uma caminhada de uma terra longínqua até o lugar de onde saímos, de onde nunca deveríamos ter saído...

21 de novembro de 2008

Réu de mim mesmo


Sou alguém no banco dos réus da minha mente
Meu juiz é um eu
Meu advogado de acusação é outro eu
E meu advogado de defesa não tem argumentos

Meu juiz está pasmado
O advogado de acusação não consegue organizar
Todas provas que são contra mim
Mas ele as apresenta sem ordem, não há tempo
E não existem argumentos em meu favor

Os argumentos em meu favor
São um apontar de dedos cheios de razão
Mas eles não encontram lugar
Para minha defesa

Meu semblante está pesaroso
Fitando o chão
Meus ombros caídos

Não importam os juízos de valor dos sentimentos
Quando não se encontra razão alguma

Não importa nada
Nem minhas lágrimas
Nem a minha tola dissimulação
Entre estar dissimulado e estar em lágrimas
Prefereria a salinidade imperceptível em minha boca
Meus sentimentos tornam-nas insípidas

Prefiro meus questionamentos às minhas razões
Ainda prefiro meus questionamentos
Ainda prefiro minhas lágrimas

Contradição


Ainda desejo se esconder de mim
Todos meus sonhos são uma incompreensão
Um quadro psicodélico
Não se consegue achar um sentido

Perdido dentro de mim mesmo
Não acho a saída
Quando pareço ter achado
Era tudo pura ilusão

Estou dentro de uma floresta úmida, sombria
Um pântano
E não consigo sair
Que me importa?

Nada parece mais me importar
Por que tudo é onírico em minha vida
Nada é real
E se fosse eu saberia lidar com isso

A vida é feita de aflições
E quando nascemos
Nada nos perguntam
Se queremos viver com a vida que nos é destinada

No meu mundo onírico
Há um estrondo de bombas
Nada tão diferente do real
No meu mundo onírico
Eu me tornei amigo
Daquele que nada mais tinha
E nada entendia

Se há juízos contra mim
Que hajam
Pois eu não me importo mais
Não tento me justificar

19 de novembro de 2008

Apresentação do blog ???? :)


Bom, eu nunca apresentei esse blog. Acho que não ao certo... ¬¬
Vou tentar começando pelo nome: Espelho de tinta.
Bom, coloquei esse nome no sentido de poder me enxergar no que escrevo. Podia dizer espelho de bytes, afinal, estou escrevendo em um computador, não em um caderno. Acontece que agora, nesse momento, estou escrevendo em um caderno. :) É verdade que posso escrever somente no computador, mas quero que seja sempre para mim como se fosse em um caderno.
Escrevo para mim, como que para me reconhecer... Só isso. Daí o motivo do nome Espelho...

Mas fico feliz que tenha alguém que leia esse blog, afinal escrevemos em blog por que queremos ser lidos, ou para nos comunicar talvez... ¬¬
Eu escrevo por que gosto...
Ainda quero escanear algumas páginas de coisas que escrevia quando tinha 17 anos.
Muito obrigado por passar por aqui e ler o que escrevo.
Mas como disse: escrevo para desabafar... escrevo para me reconhecer... escrevo para me desconhecer.
Nós sempre mudamos nossos ânimos, talvez não devêssemos ser assim... Em nossa vida há momentos de alegria, há momentos de tristeza, de questionamentos, de respostas achadas.
Em nossa vida há momentos que queremos registrar sentimentos, sem mesmo saber por quê?
Só para enxergar claramente nossas lágrimas, para buscar uma saída, para encontrar um sorriso e ver nossa vida talvez de uma ótica introspectiva... como a do Pequeno Princípe, que recuava sua cadeira para ver o pôr-do-sol várias vezes...
Ou como numa música de um grupo pop: "estou cansado do pôr-do-sol, quero o nascer do sol."
Nosso mundo é repleto de sentimentos que às vezes não sabemos explicar assim o tornamos em metáforas, se isso é poesia... :)

Lembrei de O carteiro e o poeta. Filme em que um humilde filho de pescador aprende poesia com Pablo Neruda, a quem ele entregava correspondências após arrumar um emprego de carteiro. Lembrei também de um professor \o/ ... Se hoje escrevo sem timidez devo um pouco disso a ele. Ele nos falou para escrever um texto em 15 minutos, sem interrupções, para ver como ele ficava, a modelagem do texto ficaria para depois, e o desafio: adaptá-lo ao estilo de escrita de um escritor brasileiro...

É isso aí, foi seguindo a mesma regra de sempre que fiz esse texto.

Tomara que a leitura tenha sido agradável. =b

"Somos todos escritores, só que alguns escrevem e outros não." José Saramago

Agradeço a Deus por poder escrever e por poder ler.